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Grécia

Governo grego recupera gestão das contas públicas

Grécia  cumpriu este 20 de agosto o último dos 3 planos de resgate da sua economia
Grécia cumpriu este 20 de agosto o último dos 3 planos de resgate da sua economia REUTERS/Alexandros Avramidis

Os mercados financeiros e instituições europeias como o Eurogrupo dos ministros reagiram positivamente à recuperaçao económica da Grécia, que a partir de hoje, passa a ter controlo da gestão das suas contas públicas após 3 planos de resgate. Mas no meio sindical o discurso é de um certo cepticismo.

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A Grécia saiu hoje oficialmente do seu terceiro e último plano de resgate financeiro dum montante de 86 mil milhões de euros e vai poder assim ter acesso para o financiamento dos seus programas aos mercados financeiros. 

Desde o primeiro plano de abril de 2010, a Grécia recebeu um total de 260 mil milhões de euros de ajuda financeira por parte da Comissão europeia, Banco central europeu e instituições financeiras mundiais como o FMI.

A Grécia é o último dos países membros da União europeia a ter êxito na sua recuperação económica, depois da Irlanda, em 2013, da Espanha e Portugal, em 2014 e dp Cjhipre, em 2016.

O governador do Banco central da Grécia, Yannis Stournaras, reagiu, alertando os políticos gregos, para a necessidade imperiosa de Atenas cumprir os cumpromissos junto dos seus credores.

"Se a Grécia voltar atrás naquilo que aceitou, seremos abandonados pelos mercados e não estaremos em condições de refinanciar os empréstimos vencidos em condições viáveis", acrescentou. 

De notar que Atenas comprometeu-se a criar condições para ter um execendente orçamental primário, sem o pagamento do serviço da dívida, de 3,5% do seu PIB, produto interno bruto, até 2022 e depois de 2,2%, até 20260.

Ainda em matéria de reacções, o ministro português das Finanças, Mário Centeno, igualmente, Presidente do Eurogrupo, felicitou, num tuíte, o governo da Grécia, pela chegada "ao fim do resgate financeiro, após um longo caminho".

O Eurogrupo, criado em 1997, no Luxemburgo, reúne todos os meses, os ministros europeus de economia e finanças.

Mas do Luxemburgo, nem todos os sectores se mostram tão optimistas, com o meio sindical com posições muito mais cépticas. 

Segundo Eduardo Dias, responsavel para as comunidades imigrantes da Confederaçao sindical independente do Luxemburgo, a nova situação económica da Grécia, é uma boa noticia só para o mercado das Bolsas, porque na realidade o povo grego continua a viver na miséria.

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