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ONU/Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: ONU reitera apoio a Aristides Gomes e ameaça sanções

Karen Pierce, representante do Reino Unido na ONU, que preside o Conselho de Segurança no mês de Novembro 2019g
Karen Pierce, representante do Reino Unido na ONU, que preside o Conselho de Segurança no mês de Novembro 2019g Reuters

 O Conselho de Segurança da ONU reiterou esta segunda-feira o seu apoio ao executivo de Aristides Gomes, demitido a 28 de Outubro, pelo Presidente José Mário Vaz, apela ao diálogo entre ambos e ameaça sanções contra quem "mina a estabilidade da Guiné-Bissau".

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O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se esta segunda-feira (4/11) para a analisar a situação na Guiné-Bissau que neste momento tem dois governos e dois primeiros ministros.

Um saído das eleições legislativas de 10 de Março de 2019, dirigido por Aristides Gomes exonerado pelo Presidente José Mário Vaz a 28 de Outubro e outro dirigido por Faustino Imbali empossado pelo Presidente a 31 de Outubro, que não é reconhecido pela comunidade internacional.

Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO, CPLP e Estados Unidos condenaram a exoneração do governo de Aristides Gomes e a nomeação do novo governo dirigido por Faustino Imbali.

Também o embaixador dos Estados Unidos com residência em Dacar condenou a demissão do executivo de Aristides Gomes.

A diplomata britânica Karen Pierce, representante permanente do Reino Unido junto da ONU, que preside o conselho de Segurança no mês de Novembro, reiterou ontem que as Nações Unidas apoiam o executivo de Aristides Gomes, pedem diálogo para discutir os diferendos com José Mário Vaz e ameaçam sanções contra quem "mina a estabilidade da Guiné-Bissau".

O decreto foi adoptado pelos 15 Estados membros do conselho de Segurança da ONU, que em 2012 adoptou sanções contra os autores do golpe de Estado.

"O Conselho de Segurança recorda a todos os envolvidos, que a possível reconsideração do regime de sanções, vai dependenr de uma conduta ordenada dos actores políticos e que vai considerar tomar medidas apropriadas contra aqueles que minam a estabilidade da Guiné-Bissau, em concordânica com resoluções da ONU sobre a Guiné-Bissau".

"O Conselho de Segurança espera compromissos fortes sobre a situação política e social e apela o Presidente José Mário Vaz e o governo liderado pelo primeiro-ministro Aristides Gomes, encarregado de conduzir o processo eleitoral, que resolvam os seus diferendos, num espírito de respeito e cooperação".

"O Conselho de Segurança condena a violência recente, que resultou na morte de um civil e vários feridos e saúda a decisão do governo de abrir uma investigação independente sobre este assunto e aguarda os resultados".

"O Conselho de Segurança insta os actores políticos da Guiné-Bissau a absterem-se de agravar a situação, nós condenamos todas as formas de violência ou de incitação ao ódio e apelamos a privilegiar o diálogo como único meio de resolver os diferendos e preservar a paz e a estabilidade no país".

"O Conselho de Segurança aproveita a oportunidade para chamar a atenção dos actores políticos na Guiné-Bissau sobre a necessidade urgente de realizar as eleições presidenciais a 24 de Novembro de 2019, como acordado, para concluir o ciclo eleitoral que permita uma transição pacífica de poder a um Presidente eleito".

"O Conselho de Segurança encoraja as Forças de Defesa eSegurança da Guiné-Bissau a manterem a neutralidade estrita e evitarem qualquer interferência na esfera política e insta-as a continuarem assim durante e depois do processo eleitoral e político".

De recordar que a delegação de alto nível da CEDEAO que esteve no país entre e 2 e 4 de Outubro, reforçou o seu apoio ao governo de Aristidas Gomes e voltou a ameaçar impor sanções a quem criar obstáculos à realização das eleições presidenciais agendadas para 24 de Novembro.

O governo de Faustino Imbali acusou esta organização sub-regional de "ingerência" nos assuntos internos do país e denuncia o "encontro com um primeiro-ministro demitido, a saber Aristides Gomes".

O Presidente José Mário Vaz por sua vez afirmou no domingo (03/11) que a sua decisão "é irreversível".

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