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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: Primeira baixa no Governo Imbali

Palácio do Governo da Guiné-Bissau
Palácio do Governo da Guiné-Bissau AFP

Certório Biote, ministro dos Recurso Naturais e Energia do Governo da Guiné-Bissau liderado por Faustino Imbali, apresentou, esta quinta-feira, a demissão do cargo invocando razões de saúde.

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Fonte da CEDEAO em Bissau indicou que Certório Biote esteve pessoalmente na representação da organização, onde entregou a sua carta de pedido de demissão.

Certório Bioté evocou razões de saúde e uma análise profunda da situação política, decorrente deste imbróglio político que se assiste com a existência de dois Governos e dois primeiros-ministros, para se afastar do Governo de Imbali.

Entretanto, a RFI conseguiu apurar que o pedido de demissão de Certório Biote não caiu bem nas hostes do Partido da Renovação Social (PRS, a terceira força política no parlamento guineense) de que é actualmente presidente interino.

A juventude do partido quer falar com Certório Biote para saber o verdadeiro motivo para ter abandonado o Governo, numa altura que alguns sectores guineenses apelam para o reforço do nacionalismo e aumentam as críticas à CEDEAO que acusam de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau.

Também, esta quinta-feira, a mesa da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau condenou "todas as tentativas de alteração da ordem constitucional visando o adiamento das eleições presidenciais” e manifestou total apoio ao "Governo legítimo liderado por Aristides Gomes".

Num comunicado divulgado hoje à imprensa, após a realização de uma reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, o órgão expressou a sua "profunda preocupação com a contínua deterioração da situação política e de segurança que ameaça a ordem constitucional" na Guiné-Bissau e reforçou o apoio à aplicação de sanções contra indivíduos e entidades que comprometam a estabilidade.

Já ontem o representante da CEDEAO em Bissau, o marfinense Blaise Dipló, instou os membros do Governo de Faustino Imbali a entregarem as respectivas cartas de demissão na sede da organização na capital guineense, até sexta-feira.

Com a colaboração do nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

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