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Guiné-Bissau

JOMAV diz ter evitado guerra entre forças de defesa e segurança

José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau
José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau SEYLLOU / AFP

José Mário Vaz afirmou que por pouco a policia e os militares não se envolveram numa guerra, tudo por causa da sua ordem no sentido de tirar do palácio do Governo o executivo do primeiro-ministro, Aristides Gomes.

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Os militares guineenses recusaram-se a acatar a ordem do Presidente José Mário Vaz para desalojarem o Governo do primeiro-ministro, Aristides Gomes, para permitir a instalação do outro primeiro-ministro, Faustino Imbali (que entretanto pediu a sua demissão).

Quem fez a revelação da recusa dos militares foi o próprio Presidente José Mário Vaz, quando falava, ao final da tarde de quinta-feira, num comício popular em Nhacra, no centro da Guiné-Bissau, para onde se deslocou em campanha eleitoral.

José Mário Vaz disse ter ficado triste com a posição das Forças Armadas, mas afirmou que não fez mais nada para evitar que eclodisse um novo conflito armado na Guiné-Bissau, conflito que segundo o chefe de Estado poderia colocar frente-a-frente militares e a polícia.

José Mário Vaz referiu que não pretende ver mais derramamento de sangue na Guiné-Bissau, por isso apenas tem a lamentar que as Forças Armadas não tenham cumprido com a sua ordem, na sua qualidade de comandante supremo das mesmas.

O governante acrescentou que há políticos guineenses que querem o derramamento de sangue para que possam aceder ao poder. Também notou que a Guiné-Bissau está ameaçada por interesses estrangeiros.

José Mário Vaz informou, igualmente, ter preferido não se deslocar à cimeira do Níger, onde os líderes da CEDEAO decidem o seu futuro, porque está em campanha eleitoral, mas também porque sabe de antemão a decisão que vai sair do encontro.

Com a colaboração de Mussá Baldé, correspondente em Bissau.

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