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Guiné Bissau

José Mário Vaz, presidente da Guine Bissau teme sanções da CEDEAO

José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau, em campanha acena com sanções divinas contra CEDEAO
José Mário Vaz, presidente da Guiné-Bissau, em campanha acena com sanções divinas contra CEDEAO SEYLLOU / AFP

O Presidente candidato às eleições presidenciais na Guiné Bissau, José Mário Vaz, prossegue a sua campanha, denunciando o seu arqui-rival, Domingos Simões Pereira de ter pedido a CEDEAO para lhe aplicar sanções e aos filhos da terra.  O Presidente disse que não tarda haverá sanções divinas contra aqueles que querem que ele seja sancionado pela CEDEAO.  

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Na sua ação de campanha eleitoral pelas localidades do interior e norte da Guiné-Bissau, José Mário Vaz vai explicando aos seus apoiantes os contornos das decisões que a CEDEAO poderá tomar contra ele.

Falando, ontem, na localidade de Farim, terra natal do seu arqui-rival Domingos Simões Pereira, José Maio Vaz disse que foi Simões Pereira quem terá solicitado à CEDEAO para que avance com sanções contra alguns filhos da Guiné-Bissau, entre os quais o próprio José Mário Vaz.

O Presidente cessante e candidato à sua própria sucessão disse que Domingos Simões Pereira mandou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzy Barbosa à cimeira da CEDEAO, que teve lugar ontem no Níger, para que convença os líderes daquela organização sub-regional a aplicarem sanções aos políticos guineenses.

José Mário Vaz considerou o dia de ontem de triste para a Guiné-Bissau, mas frisou que nenhuma sanção poderá calar a dignidade dos guineenses, ainda mais quando se sabe que tudo não passa de intrigas.

Disse que na Guiné-Bissau não há nenhuma guerra, não há mortes de pessoas por razões políticas. Que nunca se envolveu nos problemas dos outros países e que na Guiné-Bissau uma simples altercação entre duas pessoas é logo motivo para intervenção estrangeira.

José Mário Vaz afirmou que até pode ser alvo de sanções hoje, mas que, não tarda nada, a sanção divina virá contra aqueles que estão a pedir para ser castigado pela CEDEAO.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé. 

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