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GUINÉ-BISSAU/BRASIL

Brasil: Detido conselheiro presidencial da Guiné-Bissau

Notícia da captura de Adailton Maturino dos Santos foi divulgada também pela rede Twitter.
Notícia da captura de Adailton Maturino dos Santos foi divulgada também pela rede Twitter. Ditadura de consenso

Foi capturado no Brasil nesta terça-feira um conselheiro do presidente da Guiné-Bissau por suspeitas de organização criminosa . O brasileiro Adailton Maturino dos Santos vinha sido posta em causa pelas autoridades de Brasília devido à sua falta de idoneidade, o que o impossibilitou de assumir o cargo de cônsul honorário da Guiné-Bissau.

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O novo governo de Bissau acabou por indeferir recentemente a renovação do respectivo passaporte diplomático.

Um documento do qual Maturino dos Santos auferia desde 2012 como conselheiro especial.

Ao tentar renovar em Bissau este documento junto do governo actual a ministra dos negócios estrangeiros, Suzi Barbosa, recusou tal pretensão.

José Mário Vaz tê-lo-á nomeado, então, conselheiro presidencial sem que, porém, dos Santos tenha conseguido voltar ao Brasil com o referido passaporte diplomático.

A diplomacia guineense teria sido alertada pela comunidade radicada no Brasil das suspeitas que pesavam sobre Maturino dos Santos.

Nesta terça-feira ele e três outras pessoas foram detidas por decisão do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil por suspeitas de falsificação de documentos para tomar posse ilegalmente de terras no Estado da Bahia, no Nordeste do Brasil.

A operação da justiça brasileira foi designada como "Faroeste", em causa estão também movimentações bancárias suspeitas que se traduziram, nomeadamente pela detenção de Maturino e da esposa.

A lista de suspeitas de crimes poderia implicar segundo o tribunal, citado pela agência Lusa, "possíveis assassínios" num rol de práticas qualificadas como sendo "gravíssimos delitos".

Vensam Ialá, activista político da Guiné-Bissau na cidade brasileira de São Paulo, denuncia o facto de que o cargo de cônsul honorário guineense no Brasil ter sido sempre "um negócio".

A troco de um passaporte diplomático todos os governos anteriores de Bissau teriam nomeado estrangeiros que não procuravam defender os interesses do país africano.

O também presidente da Associação da comunidade da Guiné-Bissau em São Paulo, para além de ser modelo e actor, afirma que estes cônsules honorários se ilustraram em casos de crime como "lavagem de dinheiro".

Vensam Ialá conta, também, que Maturino dos Santos ao regressar de Bissau se sentiu humilhado tendo dado um ultimato por carta à Embaixada guineense em Brasília para deixar as instalações no prazo de dez dias.

E isto por ter sido ele, supostamente, a arcar ao longo dos anos com as despesas da renda e respectivas contas.

Este activista guineense, eleito em Dezembro do ano passado em São Paulo Mister Brasil África, denuncia um caso humilhante para a Guiné-Bissau que vê toda a sua representação no Brasil assente numa pessoa de idoneidade duvidosa, referindo-se a Maturino dos Santos.

Ele confirma ter por isso que a comunidade guineense no Brasil escreveu às autoridades de Bissau, ainda antes da chegada ao poder do executivo de Aristides Gomes, para as alertar para o caso.

 

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