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Guiné-Bissau

Denúncias de enchimento de urnas na Guiné-Bissau

Pessoas sentadas junto a uma assembleia de voto, em Bissau. 24 de Novembro de 2019.
Pessoas sentadas junto a uma assembleia de voto, em Bissau. 24 de Novembro de 2019. JOHN WESSELS / AFP

Esta tarde, alguns candidatos denunciavam enchimento de urnas. A Comissão Nacional de Eleições desmentiu.

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A meio da tarde, a nossa enviada especial a Bissau, Neidy Ribeiro, constatou que alguns candidatos começaram a denunciar casos de enchimento de urnas.

Ao final do dia, a porta-voz da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, Felisberta Vaz, desmentiu que tenha havido enchimento de urnas.

Aqui na CNE não recebemos denúncia nenhuma, formalmente não temos denúncias. Quanto a compras de voto eu não tenho nada a dizer sobre isso, não recebemos denúncia. Agora, quanto à introdução dos votos nas urnas isso é extremamente falso. Não aconteceu. Em todo o território nacional, na Guiné, assim como na diáspora, não aconteceu situação de introdução de voto”, explicou Felisberta Vaz, reiterando que “é extremamente falso o que estão a dizer que há introdução de votos nas urnas”.

A também secretária-executiva adjunta da CNE afirmou que foi registado um incidente no círculo eleitoral 12 em Djabicunda, na região de Bafatã. A votação numa mesa daquele círculo eleitoral esteve interrompida depois de um fiscal de um partido ter considerado irregular a colocação nas urnas de votos antecipados.

Felisberta Vaz também falou em forte participação eleitoral.

 

Esta manhã, em declarações à imprensa, Miguel de Barros, responsável pela Célula de Monitorização Eleitoral, da sociedade civil, disse que não houve nenhum incidente grave que pusesse em causa o funcionamento das mesas de voto.

Um desenrolar globalmente bom da votação. Daquilo que nós constatámos, não há nenhuma pessoa que tenha sido impedida de votar, não houve nenhum incidente grave que ponha em causa o funcionamento das assembleias de voto e, ao mesmo tempo, não há nenhuma acção que, de uma forma ou outra, condicione o desenrolar do processo. Temos verificado um processo globalmente pacífico, com alto nível de civismo das pessoas e com alto nível de informação”, afirmou Miguel de Barros.

Também esta manhã, um problema com a tinta indelével atrasou o arranque da votação em algumas mesas de voto em Bissau. A situação foi rapidamente resolvida, explicou Augusto Mário da Silva, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Não é que tenha havido falta de tinta indelével. A tinta que a assembleia de voto dispõe demora algum tempo a escurecer-se. Isso gerou algum mal-estar entre os eleitores, mas que rapidamente foi ultrapassado porque houve uma comunicação da própria CNE a explicar que é uma situação transitória: a tinta leva algum tempo mas acaba por se escurecer. Agora, não é a única forma de controlar se a pessoa votou ou não. Há outros mecanismos, outros métodos de controlo das pessoas que exerceram o seu direito de voto: o corte de cartão e o descarregamento nos cadernos eleitorais. Se um não funcionar, os outros estão em condições de funcionar perfeitamente e não comprometem o processo”, explicou Augusto Mário da Silva.

 

Segundo a CNE, estão inscritos para votar 761.676 eleitores. As urnas abriram às 7h e encerram às 17h (hora local).

Durante o dia, estão mobilizados 6.500 elementos das forças de segurança e defesa.

No país estão presentes 23 observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), 54 da União Africana, 60 da CEDEAO e 47 dos Estados Unidos da América e várias organizações da sociedade civil guineense lançaram também uma plataforma para monitorizar o escrutínio.

 

Lista de candidatos

-José Mario Vaz, o primeiro chefe de Estado a concluir um mandato de cinco anos, concorre como independente e tenta o segundo mandato;

-Domingos Simões Pereira concorre nestas presidências com o apoio do PAIGC;

-Umaro Sissoko Embalo que ocupou o cargo de primeiro-ministro entre Dezembro de 2016 e Janeiro de 2018, conta com o apoio do MADEM G-15;

-Carlos Gomes Junior, antigo primeiro-ministro, apresenta-se como candidato independente;

-Nuno Gomes Nabiam, actual vice-presidente da Assembleia Popular e o segundo candidato mais votado em 2014, conta nestas eleições com o apoio do APU-PDGB e PRS;

-Baciro Djá, ex-chefe do executivo, é líder e candidato da Frente Patriótica para a Salvação Nacional;

-Iaia Djalo, líder do Partido da Nova Democracia concorre pela quinta vez ao cargo de chefe de Estado;

-Afonso Té, presidente do Partido Republicano da Independência para o Desenvolvimento apresenta-se pela terceira vez às presidenciais;

-Vicente Fernandes, líder do Partido para a Convergência Democrática, faz a sua segunda tentativa de chegar ao mais alto cargo do país;

-Gabriel Fernando Indi conta com o apoio do Partido Unido Social Democrata;

-Mutaro Intai Djabi concorre como independente ao cargo de chefe de Estado;

-Idrissa Djalo apresenta-se nesta eleição com o apoio do Partido da Unidade Nacional;

 

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