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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau à espera dos resultados das presidenciais

Conferência de imprensa da missão de observação eleitoral da CEDEAO em Bissau a 25 de Novembro de 2019.
Conferência de imprensa da missão de observação eleitoral da CEDEAO em Bissau a 25 de Novembro de 2019. RFI/Neidy Ribeiro

Prossegue a contagem dos votos das presidenciais de ontem na Guiné-Bissau. Apesar do prazo legal para a apresentação dos resultados ser de 7 dias, a Comissão Nacional de Eleições garante que até quarta-feira serão revelados os resultados provisórios deste escrutínio para o qual concorreram 12 candidatos.

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De acordo com todas as missões de observação locais e internacionais, o processo que culminou na eleição presidencial de ontem foi globalmente avaliado de forma positiva. Na óptica do politólogo guineense Rui Jorge Semedo, membro da célula de monitorização eleitoral, apesar de alguns problemas com a qualidade da tinta indelével ou ainda com a falta de material eleitoral em algumas mesas de voto, "o processo decorreu num clima de normalidade, sem graves incidentes", tendo sido "livre e transparente".

No mesmo sentido, ao referir "não ter tido conhecimento de quaisquer actos de violência", o antigo ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Balói, chefe dos 23 membros da missão de observação da CPLP, considera que a eleição foi "tranquila, bem organizada, pacífica e ordeira salvo raríssimas excepções".

A CEDEAO que por sua vez, enviou para o terreno 60 observadores eleitorais, também deu nota positiva ao processo. Ao afirmar que a eleição "decorreu de forma livre e transparente", o antigo primeiro-ministro maliano, Souleymou Boubeye Maïga, também considerou que os guineenses votaram "num ambiente de paz e convivialidade".Referindo-se a alguns dos incidentes que tiveram lugar, como a falta de boletins de voto ou ainda a ausência de alguns nomes nas listas eleitorais, a CEDEAO afirmou que, a seu ver, "estes incidentes não colocam em causa a credibilidade do processo".

Questionado pelos jornalistas sobre a atitude a ser tomada pela CEDEAO em caso de golpe de Estado, o responsável pela missão de segurança desta organização começou por referir ter recebido garantias da cúpula militar guineense que tal situação não iria suceder. Contudo, este responsável não deixou de mencionar que na eventualidade de um cenário incontrolável, a CEDEAO não iria hesitar a intervir. Oiçamos o essencial das declarações desta missão de observação resumidas pela nossa enviada especial, Neidy Ribeiro.

Entre as entidades que estiveram presentes no terreno, a missão de observação dos Estados Unidos, composta por 40 elementos, também já se pronunciou. Em comunicado, esta missão deu conta de "questões técnicas menores", que não tiveram "impacto material na credibilidade ou no espírito geral do processo eleitoral". Ao dar conta de uma forte participação neste processo eleitoral, a missão de observação dos Estados Unidos, refere ter testemunhado "um processo de votação calmo, transparente e eficiente" assim como "uma atmosfera positiva e conduta profissional da equipa de votação e das forças de segurança".

De recordar que ontem cerca de 760 mil eleitores foram chamados às urnas para eleger o próximo Presidente da Guiné-Bissau. No caso de nenhum dos 12 candidatos obter mais de 50% dos votos, uma segunda volta deveria ser organizada no próximo 29 de Dezembro.

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