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Guiné-Bissau

Primeiras reacções ao frente-a-frente entre DSP e Sissoco Embaló

Contagem dos votos em Bissau, no dia 24 de Novembro de 2019, durante a primeira volta das presidenciais guineenses.
Contagem dos votos em Bissau, no dia 24 de Novembro de 2019, durante a primeira volta das presidenciais guineenses. André Kosters/LUSA

A segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau deve opor a 29 de Dezembro dois antigos primeiros-ministros. Segundo os resultados preliminares da primeira volta do passado Domingo anunciados hoje pela Comissão Nacional de Eleições, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, que chegou em primeiro lugar com 40,13% dos votos vai defrontar Umaro Sissoco Embaló do MADEM G15, com 27,65% dos sufrágios. Nuno Nabian, candidato que ficou em terceiro lugar no pleito, reconheceu desde logo a justeza dos resultados.

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Na sua primeira reacção aos resultados eleitorais, Domingos Simões Pereira considerou que "o povo guineense decidiu e está decidido". Disse que a Guiné-Bissau é que saiu a ganhar pelo nível da democracia, lamentou a elevada taxa de abstenção, da ordem dos 25%, que se registou neste escrutínio e felicitou o cidadão José Mário Vaz de quem disse não guardar nem rancor nem mágoa. "é importante que o cidadão José Mário Vaz saiba que o cidadão Domingos Simões Pereira não tem rigorosamente nada contra ele", declarou Domingos Simões Pereira antes de prometer "fazer apelo à concórdia e ao perdão".

De Umaro Sissoco Embaló, Domingos Simões Pereira disse esperar responsabilidade tanto nas palavras como nas acções, lembrando-lhe que todos têm o dever de preservar a unidade do povo guineense. Umaro Sissoco Embaló deve reagir aos resultados eleitorais ainda esta quarta-feira.

Quem também já reagiu aos resultados da votação de domingo passado, é a representante do secretário-geral das Nações Unidas, em Bissau. Ao felicitar ambos os candidatos que vão defrontar-se na segunda volta, Rosine Sori-Coulibaly também saudou a "postura cívica e ordeira do povo guineense" e disse esperar que assim se mantenha até à consagração do novo Presidente da Guiné-Bissau.

No seu comunicado, ao enaltecer a "postura isenta" das forças armadas e da CNE, Rosine Sori-Coulibaly enfatizou que nenhum dos 12 candidatos contestou os resultados eleitorais, que "nenhuma queixa formal foi registada" e que os "poucos incidentes foram tratados imediatamente pela CNE".

Mais pormenores com Mussa Baldé.

Reagindo também à divulgação hoje dos resultados preliminares da primeira volta das presidenciais, a União Europeia fez um apelo para que "todos os actores respeitem os próximos passos do processo eleitoral e o código de conduta acordado” e que os eventuais litígios que possam surgir sejam resolvidos pelas vias legais.

No mesmo sentido, em conferência de imprensa conjunta em Lisboa com a sua homóloga são-tomense, o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, expressou o desejo de que "a campanha eleitoral se continue a fazer com a elevação com que se fez a campanha para a primeira volta". Por sua vez, a Ministra são-tomense dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, saudou "a maturidade do povo guineense que, apesar dos pesares, concorreu massivamente às urnas."

De acordo com o calendário definido pelas autoridades guineenses, a segunda volta das eleições presidenciais realizar-se-à a 29 de Dezembro.

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