Acesso ao principal conteúdo
Guiné-Bissau

Sissoco Embaló diz que Guiné “não é república das bananas”

O Presidente eleito da Guiné-Bissau, Umaro Sissoko Embaló, recebido pelo Presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca. Cidade da Praia, Cabo Verde, 11 de Janeiro de 2020.
O Presidente eleito da Guiné-Bissau, Umaro Sissoko Embaló, recebido pelo Presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca. Cidade da Praia, Cabo Verde, 11 de Janeiro de 2020. FERNANDO DE PINA/LUSA

O Presidente eleito da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse que o país “não é uma república das bananas” e afastou as denúncias de fraude eleitoral de Domingos Simões Pereira. As declarações foram feitas na Cidade da Praia, em Cabo Verde, este sábado.

Publicidade

Nós temos leis que regem a república da Guiné-Bissau. Ele, Domingos Simões Pereira, pensa que a Guiné-Bissau é uma república das bananas, creio que não. Guiné-Bissau já mudou, mudou desde aquele dia 29 de Dezembro, esta já é a segunda República. A Guiné-Bissau não será mais aquela Guine-Bissau de Dezembro”, afirmou o candidato dado como vencedor das presidenciais da Guiné-Bissau, este sábado.

As declarações foram feitas no Palácio Presidencial de Cabo Verde, onde Umaro Sissoko Embaló foi recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano Jorge Carlos Fonseca, a quem foi convidar para a sua tomada de posse “em Fevereiro”. E já prometeu que “o primeiro país” que vai visitar depois da tomada de posse é Cabo Verde”, para “reganhar a confiança entre os dois povos irmãos”.

A visita a Cabo Verde, de algumas horas, antecede uma visita a Portugal que vai realizar nos próximos dias.

Este sábado, o candidato dado como derrotado nas presidenciais da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pediu à comunidade internacional para se pronunciar “com urgência" em relação às provas de alegada fraude eleitoral que apresentou à justiça do país. Sissoko Embaló reagiu dizendo que é “um homem de bem”.

Eu sou um candidato da oposição. Então, é a primeira vez que estou a ouvir que um candidato da oposição pode fazer fraude eleitoral, uma vez que quem geriu as eleições é o Governo dele [PAIGC]”, disse Umaro Sissoco Embaló.

“Eu sou um homem de bem, ele já me tinha felicitado, ligou-me, e agora está a reconsiderar a posição dele. Não vim aqui pronunciar-me sobre o Domingos Simões Pereira, eu já sou o Presidente eleito da Guiné e para todos os guineenses”, acrescentou.

Oiça aqui as declarações registadas pela agência Lusa.

Recorde-se que Domingos Simões Pereira apresentou um recurso impugnatório junto do Supremo Tribunal de Justiça com um conjunto de elementos para provar alegadas fraudes na segunda volta das presidenciais de 29 de Dezembro. O Supremo Tribunal está a apreciar o dossier e pode pronunciar-se este domingo. Na carta aos diplomatas, este sábado, Domingos Simões Pereira junta os elementos que comprovam as alegadas fraudes que apresentou ao tribunal.

Segundo os resultados provisórios, o general Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Madem-G15, venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira conseguiu 46,45%.

O advogado Carlos Pinto Pereira, que representa Domingos Simões Pereira, afirmou, na quinta-feira, que cerca de 110 mil votos foram manipulados e que só uma recontagem poderá determinar quem realmente venceu as eleições presidenciais no dia 29 de Dezembro.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.