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Guiné Bissau

Supremo tribunal da Guiné Bissau envia acórdão confuso à opinião pública

Supremo tribunal da Guiné Bissau envia acórdão confuso à opinião pública
Supremo tribunal da Guiné Bissau envia acórdão confuso à opinião pública ANDRE KOSTERS / LUSA

O Supremo tribunal da Guiné Bissau, produziu um novo acórdão sobre os recentes resultados das eleições presidenciais, acórdão que continua a suscitar interpretações diferentes. Para uns há que repetir a contagem dos votos obtidos por Umaro Sissoco Embaló e Domingos Simões Pereira, para outros o tribunal mandou fazer o apuramento dos resultados, mas apenas a partir da Comissão Nacional de Eleições.

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O Supremo tribunal produziu um novo acórdão mas que continua a suscitar interpretações diferentes.

Para uns o tribunal mandou repetir a contagem dos votos obtidos por Umaro Sissoco Embaló e Domingos Simões Pereira, para outros o tribunal mandou fazer o apuramento dos resultados, mas apenas a partir da Comissão Nacional de Eleições, ou seja o chamado apuramento nacional.

Vários juristas contactados pela RFI afirmam que o que o Supremo quis dizer na verdade é que a CNE tem que repetir o processo do apuramento nacional, isto é, a recontagem das atas produzidas a partir do apuramento dos resultados nas Comissões Regionais de Eleições.

A dúvida sobre o que o Supremo está a dizer sobre este contencioso eleitoral, só vai acabar com o pronunciamento que terá que fazer em relação a recurso interposto pela candidatura de Domingos Simões Pereira que pede ou a recontagem de votos ou então a nulidade de todo o processo eleitoral.

A única certeza que se pode ter neste momento é de que o Supremo Tribunal colocou em crise o trabalho da Comissão Eleitoral, Comissão Eleitoral que ontem mesmo divulgou os resultados definitivos, dando Umaro Embalo como o eleito no passado dia 29 de dezembro.

Para já, Umaro Sissoco Embaló considera-se Presidente eleito da Guiné-Bissau e diz que toma posse no dia 19 de fevereiro, Domingos Simões Pereira pede calma aos seus apoiantes e contenção à comunidade internacional para que não haja julgamentos precipitados sobre quem realmente foi eleito pelo povo guineense, até que a justiça esclareça essa dúvida.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé. 

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