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UNIÃO AFRICANA

Guiné-Bissau focaliza atenções na União Africana

Umaro Sissoco Embaló, declarado vencedor pela CNE das presidenciais guineenses, marca presença em Addis Abeba.
Umaro Sissoco Embaló, declarado vencedor pela CNE das presidenciais guineenses, marca presença em Addis Abeba. ©REUTERS/Christophe Van Der Perre/File Photo

A delegação da Guiné-Bissau à Cimeira da União Africana deveria ser encabeçada por Suzi Barbosa, que tem chefiado a diplomacia guineense, não obstante ter sido substituída no cargo pelo primeiro-ministro. A interessada confirmou o mesmo à reportagem da rfi na capital etíope.

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Suzi Barbosa recebeu plenos poderes da parte do presidente cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, para o representar na Cimeira da União Africana.

Até 24 de Janeiro era ela que chefiava a diplomacia guineense, antes de ser substituída no cargo por Ruth Monteiro, ministra da justiça, no governo de Aristides Gomes.

Ou seja o presidente cessante volta a legitimar Suzi Barbosa contra o executivo de Bissau do PAIGC.

Contactada pela rfi em Addis Abeba Suzi Barbosa confirma ser ela que estará a assegurar a chefia da delegação do seu país no conclave africano.

Confirma-se também a presença de Umaro Sissoco Embaló desde esta manhã na capital, o candidato dado como vencedor das presidenciais de 29 de Dezembro, promete tomar posse dia 27.

A situação política guineense será, aliás, alvo de uma cimeira extraordinária este domingo da CEDEAO, a Comunidade económica dos Estados da África ocidental, aqui na sede da UA.

O presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, deverá marcar presença nesse encontro.

O presidente nigerino, Mahamadou Issoufou, que chefia a comunidade oeste-africana, tinha enviado uma carta de parabéns a Umaro Sissoco Embaló (USE) com data de 21 de Janeiro tratando-o por "presidente eleito" e regozijando-se com o facto de poder trabalhar com ele por forma a aprofundar as relações bilaterais.

E isto enquanto a União Africana, após ter endereçado um convite a USE acabou por o retirar, na expectativa da resolução do contencioso eleitoral.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, questionado sobre o prolongado diferendo eleitoral afirmou que o processo ainda não estava concluído.

"O impasse e a crise política foi, naturalmente, algo que nos preocupou profundamente, que demorou muito tempo. A Guiné-Bissau tem atravessado crises políticas, mas tem evitado que elas se tornem num conflito armado, contrariamente ao que aconteceu em muitos outros países (...) Neste momento há um processo pendente e aguardamos serenamente os resultados deste processo para o processo eleitoral ser dado como concluído. E, por isso, as Nações Unidas não tomam para já qualquer iniciativa esperando a decisão final."

Em causa está um novo recurso do suposto candidato derrotado, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, partido no poder, pedindo ao Supremo Tribunal da Justiça a anulação das presidenciais guineenses.

A 33a Cimeira da União Africana deve incidir sobre muitas crises a assolar o continente, com o mote desta edição a ficar sob o signo do silenciar das armas.

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