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CEDEAO/GUINÉ-BISSAU

Primeiro-ministro guineense na cimeira da CEDEAO em Addis Abeba

Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, na cimeira da CEDEAO de Addis Abeba a 9 de Fevereiro de 2020.
Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, na cimeira da CEDEAO de Addis Abeba a 9 de Fevereiro de 2020. RFI/Miguel Martins

Aristides Gomes, primeiro-ministro, representou a Guiné-Bissau na cimeira extraordinária da CEDEAO sobre a crise política no seu país em Addis Abeba, na sede da União Africana. O chefe do executivo guineense desvalorizou o facto de a chefe da delegação a participar na cimeira panafricana, que decorre simultaneamente, tenha sido a sua antiga chefe da diplomacia, Suzi Barbosa, que tinha deixado o cargo.

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Não obstante ter apresentado a sua demissão do cargo a 24 de Janeiro, por razões pessoais e políticas Suzi Barbosa foi, mesmo, a entidade a assumir a cadeira guineense na cimeira da União Africana que arrancou neste domingo, 9 de Fevereiro.

O organismo panafricano tinha acabado por convidar o presidente cessante, José Mário Vaz, mas este acabou por dar plenos poderes à ministra demissionária.

Esta tem assumido a sua proximidade com Umaro Sissoco Embaló, tido como vencedor das eleições presidenciais de 29 de Dezembro pela Comissão nacional de eleições.

USE, como também é conhecido, deslocou-se também à capital etíope tendo-se desdobrado numa roda viva de contactos com estadistas africanos, incluindo os presidentes senegalês, Macky Sall, e o congolês Denis Sassou Nguesso.

O também apelidado "general do povo" promete tomar, mesmo posse, a 27 de Fevereiro e, se necessário, à revelia do presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

Numa altura em que o suposto candidato derrotado, Domingos Simões Pereira, do PAIGC, partido no poder, apresentou esta semana novo recurso perante a justiça pedindo a anulação do escrutínio presidencial.

Aristides Gomes fala de "agitação" interna e de manobras "de imagem" de Embaló por este se encontrar neste momento também em Addis Abeba, na companhia de estadistas do continente.

O chefe do executivo guineense descarta falar em golpe de Estado, assegurando que o seu governo continua em funções e que Ruth Monteiro, ministra da justiça, estaria a assumir interinamente os negócios estrangeiros.

E isto depois de ter sido deferido o pedido de demissão de Suzi Barboa da chefia da diplomacia.

Gomes lembra que a postura do secretário-geral da ONU se pautou por advogar que o processo eleitoral não estava terminado, devido a um recurso continuar pendente.

António Guterres tinha sido confrontado pela rfi em português neste sábado sobre o reconhecimento de Umaro Sissoco Embaló.

E isto por tanto a CEDEAO, como a União Africana, terem numa primeira fase reconhecido a vitória do candidato do MADEM-G15, para depois advogarem a necessidade de esperar pela conclusão do processo.

Contactada pela rfi a delegação de Suzi Barbosa furtou-se a proferir declarações à imprensa, remetendo para Umaro Sissoco Embaló.

Até ao momento o antigo primeiro-ministro não se demonstrou disponível para falar aos jornalistas.

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