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Guiné-Bissau

Coabitação guineense discute-se no Senegal

José Mário Vaz, chefe de Estado da Guiné-Bissau
José Mário Vaz, chefe de Estado da Guiné-Bissau https://pt.wikipedia.org

O Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, acompanhado pelos conselheiros políticos, foi recebido ontem em audiência no palácio da República do Senegal pelo seu homólogo senegalês, Macky Sall, e da Guiné-Conakry, Alfa Conde, que se encontra em visita oficial de trabalho na capital senegalesa.

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Ao que a RFI conseguiu apurar este encontro, entre os três presidentes, inscreve-se no quadro de uma consertação entre Macky Sall, José Mário Vaz e Alfa Conde sobre a situação socio-política da Guiné-Bissau, e terá abordado a coabitação e o relacionamento entre os dois órgãos de soberania no país.

Depois deste encontro de José Mário Vaz com os presidentes do Senegal e da Guiné-Conakry, resta agora saber o que poderá acontecer nos próximos dias. Será que a coabitação vai continuar entre o Presidente da República e o primeiro-ministro? O chefe de Estado guineense não deu nenhuma declaração a imprensa nacional e internacional na saída da sua audiência.

A actual situação política na Guiné-Bissau está a preocupar a classe política guineense, a sociedade civil assim como a Comunidade Internacional. Ontem o representante na capital guineense do secretário-geral da ONU, o ex-presidente são-tomense Miguel Trovoada, admitiu que a crise  em curso poderá ameaçar os financiamentos previstos pelos parceiros internacionais para o país.

Entretanto, a presidência da República emitiu um comunicado onde classifica como "calunioso e ofensivo" o teor da declaração do primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, em que este acusou o Presidente, José Mário Vaz, de pretender derrubar o Governo.

Declarações que alarmaram a sociedade civil. O Movimento Acção Cidadão apelou ao Presidente da República para ser "árbitro" em vez de "oposição" ao Governo. Numa carta aberta sobre a situação política na Guiné-Bissau, o movimento "convida o Presidente da República a desempenhar o seu papel de árbitro e não de oposição, pois é fundamental que se criem condições favoráveis à preservação e valorização da Democracia e do Estado de Direito".

Centenas de pessoas saíram às ruas da capital para pedindo a manutenção do executivo. A situação repetiu-se em Cabo Verde, cerca de 300 guineenses marcharam nas ruas da cidade da Praia em solidariedade com o Governo do seu país e contra a intenção do Presidente da República, José Mário Vaz, de derrubar o Executivo de Domingos Simões Pereira.

 

Correspondência de Cândido Camara

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