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Guiné-Bissau

Memorial da escravatura e tráfico negreiro na Guiné-Bissau

Cacheu, antiga capital guineense.
Cacheu, antiga capital guineense. Wikimedia Commons/Nammarci/Own work

A vila de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, passa a ter a partir de hoje o primeiro memorial da escravatura e tráfico negreiro. Dados oficiais apontam para mais de 12 milhões o número de africanos, transportados para as Américas e Europa enquanto escravos.

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A vila de Cacheu, no norte da Guiné-Bissau, passa a ter o primeiro memorial da escravatura e tráfico negreiro. É um edifício forjado junto ao rio Cacheu justamente no local onde os escravos capturados eram embarcados em navios negreiros rumo ao novo mundo de então.

Dados apresentados pela organização que instituiu o memorial de Cacheu, apontam para mais de 12 milhões o número de africanos, transportados para as Américas e Europa enquanto escravos. Muitos desses homens, crianças e mulheres teriam sido levados a partir de Cacheu.

É esta vila que tem o memorial que consiste num pavilhão multiusos, salas de formação, residência para investigadores e um museu que preserva alguns artefactos que marcavam o dia-a-dia dos escravos.

Nesse museu podem-se ver bastões de ferro, chicotes, tachos, correntes e metais que era usado para marcar os escravos, depois de aquecidos no lume.

Tomás Barbosa, ministro da cultura da Guiné-Bissau, disse que o memorial deve ser usado como um chamariz para os descendentes de escravos para que possam voltar à terra dos seus antepassados.

O memorial de escravatura e tráfico negreiro de Cacheu foi construído num edifício em ruínas que servia como um centro de comércio na época colonial.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé

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