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Guiné-Bissau

Líder do PAIGC aplaude a decisão da ONU

O Conselho de Segurança da ONU convidou o chefe de Estado guineense a nomear um novo primeiro-ministro e diz-se preparado a adoptar as medidas necessárias para responder à degradação da situação na Guiné-Bissau. Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, aplaude a decisão.

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No comunicado publicado, ontem à noite, o Conselho de Segurança das Nações Unidas disse estar preparado a tomar "as medidas necessárias para responder à degradação da situação na Guiné-Bissau".

O Conselho de Segurança da ONU, inquieto com o bloqueio político que se vive no país, convidou o chefe de Estado, José Mário Vaz, a respeitar o acordo de Conacri e a nomear um novo primeiro-ministro que beneficie de maior apoio político.

Em entrevista à RFI, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, diz que se trata de um comunicado  que mostra que o Conselho de Segurança da ONU está disposto a mobilizar os mecanismos necessários para exigir o respeito e a implementação do acordo que foi assinado em Conacri. " Nós saudamos a clareza deste pronunciamento, porque em algum momento teríamos ficado com a percepção que faltava esta clareza para que todos os envolvidos neste processo reconhecessem a necessidade de ultrapassarmos o impasse".

Domingos Simões Pereira reiterou que Augusto Olivais "é o nome de consenso para primeiro-ministro que consta no Acordo de Conacri".

O líder do PAIGC recorda que o partido assumiu de forma responsável o compromisso que tinha assinado em Conacrisalientando, contudo, que outros optaram por fazer outras leituras. "A nossa bancada parlamentar convocou os 15 deputados para começar o processo de reintegração (...) muitos enveredaram pelo caminho do descrédito do acordo, tentando fazer uma leitura mais conveniente para os seus próprios interesses".

O presidente do PAIGC espera que com este pronunciamento, do Conselho de Segurança da ONU, a CEDEAO e as Nações Unidas "encontrem uma oportunidade de fazer pressão para o cumprimento escrupuloso do Acordo de Conacri".

O acordo de Conacri, mediado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental -CEDEAO- prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos com assento parlamentar e a nomeação de um primeiro-ministro da confiança do chefe de Estado.

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