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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: PRS pronto para cumprir acordo de Conacri

Imagem parcial de Bissau.
Imagem parcial de Bissau. DR

Ontem, o primeiro vice-presidente do PRS, Serifo Djaló, afirmou que o partido está pronto para cumprir o acordo de Conacri, "desde que ajude o país a sair do embrulho em que se encontra". As declarações estão a gerar alguma perplexidade e espera-se que o partido corrobore ou desaprove a posição do vice-presidente do PRS. 

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Serifo Djaló, primeiro vice-presidente do Partido da Renovação Social, fez ontem o pronunciamento em como o PRS "não ia contra os apelos da comunidade internacional" e que estaria "disponível para cumprir com o Acordo de Conacri, desde que sirva para acabar com a crise política". Hoje, nos círculos políticos guineenses, não se fala de outra coisa.

Todos comentam as declarações de Serifo Djaló, ele que é um dos barões do PRS e actual elemento da direcção do Parlamento guineense. Pergunta-se se as declarações de Serifo Djaló reflectem mesmo a posição da direcção do partido.

A RFI sabe que as palavras de Djalo não terão caído bem entre alguns sectores do partido fundado pelo defunto Presidente, Kumba Ialá. Seja como for, Serifo Djalo entende que o PRS nada pode fazer que não seja alinhar-se com a comunidade internacional na busca de uma saída para crise politica que assola a Guiné-Bissau há quase dois anos.

A posição do vice-presidente do PRS, que se aguarda agora que seja corroborada ou não pela direcção do partido, vai ao encontro daquela defendida por partidos como PAIGC, PCD e União para Mudança. Todos eles concordaram em afirmar que o Acordo de Conacri é o único caminho para tirar o país do impasse. E que os apelos e as ameaças de sanções do conselho de segurança da ONU devem ser levados à serio.

De realçar que o conselho de segurança da ONU mostrou-se ontem preocupado com o impasse vigente no país e convidou o presidente José Mário Vaz a nomear um primeiro-ministro que respeite as disposições do Acordo de Conacri, que prevê um PM de consenso.

Tal não é o caso de Umaro Sissoko Embaló, apoiado apenas pelo PRS e pelos 15 dissidentes do PAIGC. O PRS que, aliás, veio também a público dizer que este acordo tem de ser cumprido.

Confira aqui a crónica do nosso correspondente na Guiné-Bissau, Mussá Baldé. 

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