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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: fim da "Semana da Crioulidade"

Rua de Bissau.
Rua de Bissau. ISSOUF SANOGO / AFP

Terminou ontem a "Semana da Crioulidade", que vai na terceira edição, e que ocorre sempre no mês de Maio, mês de África. O intuito é o de promover a língua crioula e, durante a semana, tiveram lugar encontros temáticos em que várias entidades e utilizadores da língua crioula descutiram aspetos genéricos do crioulo.

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 A "Semana da Crioulidade", que já vai na terceira edição, tem como principal objectivo o de difundir a língua e a cultura crioula. Para tal, foram vários os aspectos abordados: além de conferências, houve também projecções de filmes, representações teatrais, lançamentos de livros, etc... A iniciativa abordou sobretudo os legados culturais de Amílcar Cabral e José Carlos Schwarz. 

Académicos, jornalistas, escritores, investigadores, professores, guineenses e estrangeiros debateram as formas que possam levar à normatização do crioulo que, segundo a organização das jornadas da Kriolofonia, é utilizado por cerca de 94% dos cidadãos da Guiné-Bissau no seu dia-a-dia.

Se a primeira edição se dedicou às expressões do crioulo e a segunda sobre o eixo escrita-ortografia, a edição deste ano consagrou-se às "diferentes formas de manifestação e de apropriação entre os falantes e os escritores", como se pode ler no comunicado pela Corubal, a cooperativa por detrás da organização do evento. 

As jornadas da Kriolofonia acontecem em cada dois anos, mas Spencer Embaló, da organização, disse à RFI que, para 2019, o assunto poderá ser levado à plenária do Parlamento para uma discussão com os deputados, ao mesmo tempo que serão analisadas as experiências do uso do crioulo no Senegal e em Cabo Verde.

Confira aqui as palavras de António Spencer Embaló, um dos organizadores do evento, um som recolhido  pelo nosso correspondente na Guiné-Bissau, Mussá Baldé, falante de crioulo e que também participou no evento como convidado. 

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