Acesso ao principal conteúdo
Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: fim da greve dos professores

AFP/Louis Gouliamaki

Professores guineenses põem termo à greve iniciada a 15 de Maio, após acordo com o governo sobre a aplicaçao do estatuto da carreira do docente e o pagamento dos salários em atraso.

Publicidade

Depois de duras negociações com o Governo como admitem os próprios sindicatos, os professores das escolas públicas guineenses, vão voltar às salas de aulas, pondo fim a uma vaga de greves iniciadas a 15 de Maio passado.

Segundo Laureano Pereira porta-voz dos dois sindicatos dos professores em greve: o Sinaprof - Sindicato Nacional dos Professores - e o Sindeprof -Sindicato Democrático dos Professores - o Governo acabou por aceitar duas das principais exigências dos sindicatos, nomeadamente a aplicação ainda este ano do Estatuto da Carreira Docente uma reivindicação que data de 2011, bem como o pagamento de salários e subsídios em atraso.

Quanto aos salários em atraso, esses começam a ser pagos no final deste mês de junho. O processo irá abranger todas as categorias de professores, isto é, os efectivos, contratados e do novo ingresso, ou seja, professores cujos nomes ainda não constam nos bancos de dados do Tesouro Público.

Mas a principal razão das sucessivas ondas de greves era a aplicação do Estatuto da Carreira Docente, que o Governo aprovou desde 2011, mas que nunca quis aplicar por representar um aumento exponencial das despesas públicas.

Laureano Pereira diz que os sindicatos ganharam a batalha uma vez que conseguiram que o Governo aceitasse a aplicação do Estatuto a partir do qual os docentes passarão a ganhar salários dentro de um regime especial e terão aumentos de acordo com os anos de efectividade nas funções.

O entendimento entre os sindicatos dos professores e o Governo foi alcançado na segunda-feira a noite, mas esta terça-feira a afluência nas escolas públicas, pelo menos em Bissau, era ainda fraca devido a ausência dos alunos.

Há receios de que o ano lectivo possa vir a ser um fracasso na medida em que dos 180 dias lectivos previstos no calendário escolar apenas foram cumpridos 70.
 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.