Acesso ao principal conteúdo
GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: retoma atribulada das aulas

Muitas crianças ficaram privadas das carteiras das salas de aula na sequência da greve dos professores.
Muitas crianças ficaram privadas das carteiras das salas de aula na sequência da greve dos professores. LEON NEAL / AFP

A confederação dos estudantes da Guiné-Bissau está preocupada com a ausência dos alunos nas salas de aulas. É que cerca de 60 por cento de alunos estão nas matas no cumprimento dos rituais de iniciação o que preocupa Fidelis Cá, presidente da Confederação dos Estudantes.

Publicidade

Os rituais de iniciação em curso coincidem com a retoma das aulas, numa altura em que são ainda muito poucos os alunos a voltarem às escolas.

Ouça aqui Fidelis Cá, presidente da Confederação dos estudantes da Guiné-Bissau.

O ministro guineense da educação, general Sandjy Faty, admite que em greves anteriores a retoma das actividades lectivas também tem sido progressiva, pelo que relativiza a falta de grande parte dos alunos nas escolas nesta fase.

Por seu lado o ministro guineense da educação, o general Sandjy Faty, congratula-se com o levantamento da greve dos professores e com o acordo agora obtido, saudando o esforço negocial que permitiu este desfecho, e o fim de duas semanas de greve.

De lembrar que os professores guineenses tinham iniciado nova greve a 15 de Maio, entretanto levantada esta semana devido a um acordo obtido permitindo, nomeadamente, a aplicação do Estatuto da carreira docente e o pagamento de salários em atraso.

Noutro teor nesta mesma data na Guiné-Bissau, mas em 1998 tinha início a revolta contra "Nino" Vieira dando início a uma guerra civil que acabaria por desembocar no ano seguinte na queda do chefe de Estado da altura.

O general Sandji Faty, antigo chefe de Estado maior do exército, admite que esta foi uma guerra inglória que lhe inspira tristeza.

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.