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Guiné-Bissau

Polémica em torno das declarações do PM guineense sobre crianças Talibés

Crianças numa escola na Guiné-Bissau.
Crianças numa escola na Guiné-Bissau. Liliana Henriques / RFI

Na Guiné-Bissau o primeiro-ministro tem sido alvo de críticas pelas organizações de protecção dos direitos das crianças depois de ter afirmado querer prender todas as crianças talibés que estiverem a mendigar pelas ruas.

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As declarações do primeiro-ministro guineense Umaro Sissoco Embaló estão a criar grande polémica no país. Este último declarou na semana passada querer deter todas as crianças talibés que estiverem a mendigar pelas ruas do país.

Depois de tomada de posição de várias organizações de protecção das crianças, agora é a vez do Conselho Nacional Islâmico de se mostrar preocupado com as recentes declarações do chefe do governo.

Umaro Sissoco Embaló prometeu desencadear uma campanha de retirada de crianças talibés das ruas do país. Crianças talibés são rapazes dos 10, 12 anos, que deambulam pelas ruas de Bissau e de algumas cidades do interior, com latas velhas nas mãos pedindo dinheiro e comida.

São mandados pelos seus mestres que, supostamente, deviam ensiná-los o Alcorão, o mais importante livro da religião islâmica.

Umaro Embalo, num primeiro momento disse que tinha dado ordens ao ministro do Interior para prender e mandar para as ilhas qualquer criança talibé apanhada nas ruas, mas depois corrigiu as declarações, precisando que a intenção não era prender crianças mas sim retirá-las da mendicidade que disse ser contrária ao Islão.

O conselho Nacional Islâmico diz agora que até pode compreender a intenção do primeiro-ministro em retirar crianças das ruas mas jamais poderá admitir que haja prisões de crianças.

O conselho islâmico promete esclarecer a polémica com Umaro Embalo numa audiência que vai solicitar ao primeiro-ministro nos próximos dias.

Ouça o relato de Mussa Balde, correspondente em Bissau.

 

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