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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: 7 mil funcionários públicos sem salários em Setembro

Guiné-Bissau o ano lectivo que deveria ter começado esta semana, ainda não arrancou
Guiné-Bissau o ano lectivo que deveria ter começado esta semana, ainda não arrancou LEON NEAL / AFP

 Na Guiné-Bissau sete mil funcionários públicos não receberam salários em Setembro, entre os quais cerca de quatro mil professores devido à regularização da base de dados em curso, que permitirá eliminar os funcionários "fantasmas".

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Na Guiné-Bissau instalou-se um braço de ferrro entre o Governo e os funcionários públicos.

O executivo diz que há funcionários que estão na função pública sem que tenham respeitado os critérios exigidos por lei no momento da sua admissão e milhares de funcionários não receberam salários do mês de Setembro.

Os professores apanhados nessa situação recusam-se a dar aulas, quando o novo ano lectivo deveria ter começado na passada segunda-feira (2/10) e não começou, mas o governo diz que talvez arranque na próxima semana.

A situação continua por esclarecer e afecta cerca de sete mil funcionários públicos, que não receberam o salário do mês de Setembro, o Governo alega irregularidades no processo de inscrição daqueles funcionários na administração pública.

Entre os funcionários que estão com salários por receber, figuram cerca de 4 mil professores das escolas públicas, que dizem que só voltam a dar aulas depois de receberem o ordenado do mês de Setembro.

Mário da Costa, porta-voz dos professores que estão com os salários pendentes é a voz da revolta e afirma "o que se está a passar é uma surpresa, nós somos formados em diferentes centros de formação dos professores, ingressamos na função pública por concurso público, de repente no mês passado, que é o mês de Setembro, não vimos dinheiro na nossa conta, agora fomos lá ao Ministério e vimos afixado o comunicado na vitrina, que a nossa situação não estava legal".

Segundo o Governo as irregularidades estariam relacionadas com falta de documentos autenticados, nomeadamente certificados de habilitações literárias, bilhete de identidade e número de identificação fiscal, mas Mário da Costa nega estas alegações do Governo e diz que no momento da admissão na função pública, há três anos, todos os professores que agora não receberam os seus salários, entregaram esses documentos.

 

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