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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: Condé defende mudança constitucional

Alpha Condé, chefe de Estado da Guiné Conacri, presidente em exercício da União Africana.
Alpha Condé, chefe de Estado da Guiné Conacri, presidente em exercício da União Africana. Reuters / Ludovic Marin

Alpha Condé, presidente em exercício da União Africana, admitiu hoje em Paris falhas na gestão da mediação da CEDEAO e da organização panafricana, incapaz de por cobro ao impasse em Bissau tendo defendido a necessidade de alterar a constituição guineense.

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Alpha Condé é também o chefe de Estado da Guiné Conacri. Um país que está em foco em Paris até esta sexta-feira com um evento sobre o financiamento do plano de desenvolvimento.

Em declarações a Olivier Rogez, Alpha Condé lamentou não ter anunciado em Conacri o nome do primeiro-ministro que fora acordado para a Guiné-Bissau.

Condé alegou não o ter feito para respeitar a soberania do vizinho guineense e para preservar o seu homólogo, José Mário Vaz que alega não estar a cumprir um Acordo com o qual todas as partes guineenses concordavam.

Eis a tradução portuguesa das suas declarações (texto e áudio):

"A constituição da Guiné-Bissau é como a constituição portuguesa.

O presidente não tem poderes, é um pouco como a rainha de Inglaterra ou o presidente alemão.

E isto quando ele é eleito por sufrágio universal, o que já é uma contradição.

A CEDEAO falhou a oportunidade : deviamos durante a transição ter ajudado os nossos amigos da Guiné-Bissau a modificar a constituição.

Mas há acordos que foram assinados: é o partido maioritário guineense que designa o primeiro-ministro... No caso o PAIGC. Convencêmo-los a prescindir deste direito e que o presidente apresentasse nomes.

Trata-se de aplicar os Acordos de Conacri que não foram aplicados pelo actual presidente da república.

Ou seja é preciso voltar a este Acordo que foi aceite por todos.

Admito que haja uma parte minha de culpa: para respeitar a soberania da Guiné-Bissau não quis anunciar o nome do primeiro-ministro em Conacri.

Deixei essa tarefa para o presidente. Enganei-me ao fazer isso.

Se toda a gente lá se encontrava, mais valia ter anunciado o nome do primeiro-ministro.

Tanto mais que toda a gente estava de acordo com isso.

Pequei por falta de vigilância, mas fi-lo por respeito para com o presidente Vaz que ainda assim é o presidente da Guiné-Bissau.

A solução passa por um regresso ao Acordo de Conacri porque este é a sequência dos acordos anteriores de Bissau, Conacri só o veio confirmar.

Ou seja a solução passa por um regresso ao Acordo de Conacri."

 

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