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Guiné-Bissau

Lutas de poder na Guiné-Bissau marcaram 2017

Presidente guineense José Mário Vaz.
Presidente guineense José Mário Vaz. SIA KAMBOU / AFP

2017 fica marcado em Bissau por divergências políticas quanto ao acordo da CEDEAO, por manifestações sem precedente, mas também positivamente pela primeira participação da Guiné-Bissau no Campeonato Africano das Nações.

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A nível político 2017 ficou marcado com a persistência de divergências entre os actores políticos nomeadamente na interpretação do teor do Acordo de Conacri, um documento preparado pelos líderes da CEDEAO com o qual se pensava que podiam ajudar os guineenses a acabar com o impasse político que já dura há cerca de três anos.

As divergências foram o combustível para várias manifestações de rua, por parte da população. Nunca na história da Guiné-Bissau se fizeram tantas manifestações para exigir mudanças políticas.

No plano económico, 2017 trouxe um aumento na ordem de 50% do valor da castanha do caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau. Pela primeira vez um quilograma do caju foi comprado ao produtor ao preço de 1000 francos CFA. O governo diz que o facto potenciou melhorias na vida da população. Cerca de 80% da população guineense tira rendimentos do caju.

2017 foi o ano em que o Presidente José Mário Vaz lançou no terreno a sua iniciativa Mon na Lama, um incentivo ao povo para produzir arroz, base da dieta alimentar, ainda que debaixo de um coro de protestos dos opositores do Presidente. José Mário Vaz diz que o caminho para acabar com a pobreza é levar o povo a produzir o que come.

No capítulo desportivo, o ano será lembrado pela primeira participação da Guiné-Bissau na fase final do Campeonato Africano das Nações de futebol.

A nível da justiça, 2017 acentuou o facto de que as divergências políticas atingiram também o judiciário com tomadas de posições contraditórias entre os actores desse sector em matérias fundamentais do país.

Agora no final do ano, o novo Procurador-Geral da República, Bacari Biai, o terceiro no mandato do Presidente Vaz, avisa o país que vai ter que arquivar os processos de inquéritos aos assassinatos do ex-Presidente, Nino Vieira, e do ex-Chefe das Forças Armada, Tagmé Na Waié, em cumprimento de uma ordem do Tribunal Constitucional.

Grosso modo, o cidadão comum na Guiné-Bissau, não terá saudades do ano 2017.

Ouça o Balanço 2017 do nosso correspondente, Mussá Baldé.

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