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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: funcionários públicos em greve

Hospital Nacional Simão Mendes, Bissau.
Hospital Nacional Simão Mendes, Bissau. https://www.facebook.com/HNSMCRR

Primeiro de três dias de greve na Função Pública guineense convocada pela UNTG, para exigir reajustes salariais e o cumprimento do entendimento alcançado com o governo e a principal central sindical em Dezembro de 2016.

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A greve de três dias na Função Pública guineense que começou esta segunda-feira (7/05) destina-se a exigir o reajuste de salários, tal como sucedeu no ano passado, para exigir o cumprimento do memorando de entendimento assinado pelas partes a 14 de Dezembro de 2016.

Em Agosto de 2017 a greve foi suspensa depois de o governo ter prometido a sua implementação, sobretudo no que diz respeito ao reajuste das tabelas salariais e remunerações acessórias nas diferentes instituições públicas, mas até hoje nada aconteceu.

A adesão hoje foi importante segundo a comissão negocial, com destaque para os ministérios das Finanças, da Justiça, o hospital Simão Mendes e outros serviços.

O Sindicato dos Trabalhadores de Saúde não aderiu a esta greve, por achar o momento inoportuno, apesar de estar de acordo com as reivindicações decidiu "dar um tempinho ao governo para analisar o processo" como refere o presidente deste sindicato Domingos Sami que afirma ainda que os "sindicatos não têm propostas de grelha salarial".

O primeiro-ministro Aristides Gomes admite que a reivindicação dos trabalhadores é justa, mas o momento não é oportuno.

A Guiné-Bissau tem cerca de 32 mil funcionários públcos e o salário mínimo pago na Função Pública é de 30 mil FCFA (cerca de 45 euros) o que em líquido representa cerca de 29 mil FCFA.

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