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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau: eleições cada vez mais indefinidas

José Mário Vaz, presidente guineense, aquando do recenseamento a 20 de Setembro de 2018.
José Mário Vaz, presidente guineense, aquando do recenseamento a 20 de Setembro de 2018. Miguel de Barros

O recenseamento eleitoral prossegue a um ritmo lento, com críticas de todos os lados. O Governo recebeu na quinta-feira à noite 55 kits, vindos da Nigéria enquanto isso Timor Leste promete recuperar alguns kits utilizados nas eleições gerais de 2014 e que estão inutilizados devido à má conservação.  

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O Governo acredita que com os 205 kits da Nigéria e outros tantos recuperados pelos timorenses, com 500 kits será possível recensear em tempo recorde os cerca de 900 000 potenciais eleitores previstos para serem cadastrados para as legislativas.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, encontrou-se esta sexta-feira com o Presidente José Mário Vaz, a quem entregou um relatório exaustivo sobre o andamento do recenseamento.

O relatório indica que, até aqui, foram recenseadas 30% de potenciais eleitores. O Presidente Vaz tem assim elementos para analisar o processo e, eventualmente, marcar uma nova data para a ida às urnas, já que a 18 de novembro já não será possível.

A comunidade internacional, pelas vozes da CEDEAO, União Africana e Nações Unidas, quer que as eleições tenham lugar a 18 de novembro, disso mesmo deram conta através de notas emitidas na quinta-feira, em Abuja, Adis Abeba e Nova Iorque, respectivamente.

As três organizações instam os actores guineenses a criar todas as condições objectivas para que o escrutínio tenha lugar em condições de transparência.

Com a colaboração de Mussa Baldé em Bissau

Por seu lado a Liga guineense dos direitos humanos denunciou irregularidades no processo de recenseamento, que continua atrasado, e alertou para a necessidade de ser cumprida a lei.

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