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Guiné-Bissau

Funcionários da TGB propõem a criação de comité de redacção

Noticiário da TGB.
Noticiário da TGB. Joe Penney/REUTERS

Aumenta a pressão em torno do boicote das actividades políticas ligadas às legislativas de 10 de Março organizado desde Segunda-feira pelos funcionários da TGB, Televisão da Guiné-Bissau, para denunciar casos de censura nas suas antenas. A ONG Repórteres Sem Fronteiras pediu hoje às autoridades guineenses que deixem de interferir na política editorial da televisão pública, as equipas da TGB tendo por seu lado proposto a criação de um Comité de Redacção.

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Anteontem, numa reunião com o seu Ministro de tutela, Vítor Pereira, os funcionários da TGB preconizaram a criação de um Comité de Redacção cujo papel consistirá "juntamente com as estruturas da redacção acompanhar a agenda dos trabalhos", explicou à RFI Domingos Gomes, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da TGB referindo ainda que encarregaram "as pessoas escolhidas para o Comité de Redacção de fazerem um termo de referência a partir do qual vão produzir um documento em que vão estabelecer as suas competências, documento esse que vai ser dado ao Director-Geral". O sindicalista garante que se o "Director-Geral concordar, levantam as reivindicações. Se não concordar, vão continuar".

Noutro aspecto, Domingos Gomes que se mostra optimista quanto ao desfecho desta crise, refere que os funcionários da TGB obtiveram explicações ontem por parte do seu Director de Antena sobre o bloqueio à difusão de determinadas reportagens nas suas antenas. "Ontem tivemos uma Assembleia Geral, ele esteve lá e ele esclareceu o que é que aconteceu. O Director-Geral é que impediu a saída de uma notícia e ontem soubemos que não foi o Director de Antena, foi o próprio Director-Geral que impediu isto", informa o sindicalista.

Relativamente ao movimento de greve vigente desde Terça-feira até ao dia 8 de Fevereiro no seio dos restantes meios de comunicação social públicos, com excepção da TGB, para reclamar o cumprimento de um acordo de 2018 e o pagamento de subsídios em atraso, o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da TGB refere que os funcionários da televisão pública estão solidários com este movimento mas que optaram por não aderir porque "a televisão tem tido muitos problemas e a direcção sindical foi eleita há um mês (...) começa-se com a questão da censura e se sairmos deste caso, vai-se para outros pontos. Estamos a andar com passos lentos", conclui o sindicalista.

De referir que se não for encontrada uma solução para este bloqueio até ao 16 de Fevereiro, data do início da campanha eleitoral para as legislativas, as equipas da TGB garantem que não irão cobrir nenhuma actividade da campanha. Certas formações políticas se têm queixado em diversas ocasiões de não ter beneficiado da cobertura das suas actividades por parte da TGB.

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