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PORTUGAL/GUINÉ-BISSAU

Portugal: eleitas 3 deputadas de origem guineense

Joacina Katar Moreira festeja em Lisboa a 6 de Outubro de 2019 a sua eleição como deputada do partido Livre.
Joacina Katar Moreira festeja em Lisboa a 6 de Outubro de 2019 a sua eleição como deputada do partido Livre. Lusa

É a primeira vez que acontece: o parlamento português vai ter três deputadas negras – de três partidos diferentes – e todas eleitas por Lisboa.Outra curiosidade: são todas de origem guineense, uma situação que justificou uma mensagem de parabéns enviada pelo Governo de Bissau.

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Em comunicado o Ministério guineense dos negócios estrangeiros fala, mesmo, num momento histórico na democracia portuguesa.

A mais conhecida das três novas deputadas é Joacine Katar Moreira – porque é também a primeira mulher negra cabeça de lista de um partido nas legislativas: o Livre.

Tem 37 anos, vive em Portugal desde os 8, é licenciada em História Moderna e Contemporânea, Mestre em Estudos do Desenvolvimento e doutorada em Estudos Africanos.

Não tem experiência política mas promete levar “desconforto” ao Parlamento, onde quer ser o rosto de uma esquerda antifascista, feminista, anti-racista e verde. E a quem lhe aponta a gaguez como falha diz que “gagueja quando fala mas não quando pensa”.

Tal como Joacine Moreira, também, Beatriz Gomes Dias vem do activismo anti racial:  a nova deputada era número três na lista do Bloco de Esquerda, partido de que é militante há 12 anos, e pelo qual foi autarca em duas freguesias de Lisboa.

Tem 48 anos, vive em Portugal desde 1975. É professora de Biologia no secundário, e activista do Movimento em Defesa da Escola Pública.

Beatriz Gomes Dias promete continuar a inscrever as reivindicações do combate ao racimo e à xenofobia na agenda política e mediática.

Romualda Fernandes foi eleita pelo Partido Socialista onde era a candidata número 19.

Tem 65 anos, vive em Portugal desde 1968. Era autarca na assembleia de Freguesia de Benfica, e vogal do Conselho diretivo do Alto Comissariado para as Migrações.

Quando ocupar o seu lugar no parlamento, promete lutar contra a exclusão social e a discriminação étnico racial.

Três mulheres que fazem mudar o cenário no hemiciclo, onde há bem pouco tempo a falta de representatividade era apontada como exemplo quando se falava dos efeitos do racismo em Portugal.

Ouça aqui a correspondência de Anabela Góis em Lisboa.

 

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