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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: oposição quer queda de governo "caduco"

Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau DR

Na Guiné-Bissau após o anúncio da continuidade do governo até a realização das eleições presidenciais de 24 de Novembro, os partidos na oposição alegam caducidade do governo por falta de debate e votação do Programa e OGE.

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Antes da reunião esta quinta-feira (10/10) da Comissão Permanente do Parlamento, o presidente Cipriano Cassamá, convocou as principais forças políticas no hemiciclo, para uma concertação tendo em vista a sessão extraordinária da plenária do parlamento, agendada para o próximo dia 15 de Outubro, para debater a aprovar o Programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado.

PAIGC e a APU-PDGB, dois partidos que suportam o governo no Parlamento já se prontificaram a presença.

Maria Odete Semedo do PAIGC transmitiu ao presidente do parlamento a posição dos libertadores afirmando "a data é marcada em acordo entre o presidente da ANP e o Chefe do Governo, isso já aconteceu, houve uma nota de sua excelência o senhor primeiro-ministro ao presidente da ANP propondo essa data".

Batista Té da Assembleia do Povo Unido, Partido Democrático afirma que APU-PDGB "estará presente em todas as sessões e vai continuar a estar presente, porque cabe à Assembleia a prerrogativa de marcar a data da sessão, não cabe a mais nenhum partido".

A oposição formada pelo Movimento para Alternância Democrática, Madem-G15 e pelo Partido da Renovação Social, PRS dizem que a decisão cabe às direcções superiores.

Marciano Silva Barbeiro do Madem-G15, que considera que o governo de Aristides Gomes está "juridicamente caduco e funciona apenas com duodécimos", promete que a direcção do movimento irá tomar em breve uma decisão.

Jorge Malu do PRS, partido para o qual o governo é "demisssionário" afirma que a data do dia 15 de Outubro não é consensual e "nós enquanto deputados, enquanto partido, não vamos aceitar que o primeiro-ministro nos marque a data das reuniões da Assembleia Nacional Popular".

Partidos na oposição contra o governo, depois da missão conjunta de alto nível da CEDEAO, ONU, União Africana e CPLP ter anunciado esta segunda-feira (7/10), que as eleições devem ter lugar imperativamente a 24 de Novembro, com a continuidade do executivo de Aristides Gomes até à sua realização e durar até uma eventual segunda volta a 29 de Dezembro.

 

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