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Rússia/África

Facebook desmantela rede de desinformação em África

Facebook desmantela operação de desinformação em África
Facebook desmantela operação de desinformação em África ©REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

O Facebook desmantelou uma campanha de desinformação em vários países africanos e que era feita a partir da Rússia. De acordo com a rede social as contas e páginas estão ligadas “a várias entidades associadas“ a um próximo do presidente russo, Evguéni Prigojine.

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No total, o Facebook suprimiu 35 contas, 53 páginas e sete grupos, enquanto o Instagram encerrou cinco contas que eram seguidas por 475 mil utilizadores.

Nesta vasta campanha de desinformação que começa em 2018 a Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Madagáscar, Moçambique, Republica centro Africana, Camarões, Sudão e Líbia estavam entre os visados.

Nas páginas, garante o Facebook, era veiculado todo tipo de informação local e internacional, incluindo temas relacionados com a política de Moscovo no continente africano. Podiam ainda encontrar-se conteúdos onde a política dos Estados Unidos e da França na região era fortemente criticada.

Por exemplo, Madagáscar e Moçambique os temas das eleições e as críticas à oposição eram privilegiados e a criação das páginas coincide com o calendário eleitoral.

Na Líbia o apoio era feito a duas personalidades: general Khalifa Haftar e a um dos filhos de Mouammar Khadafi. No caso da República Centro Africana, várias páginas Facebook que operavam a partir de Madagáscar, aplaudiam a presença militar russa no país e o apoio dado à população local.

Quem é Evguéni Prigojine ?

O alerta ao Facebook foi dado pelo Centro de Vigilância Cibernética da Universidade de Stanford. “Esta operação era efectuada através de pessoas que tinham o domínio da língua maternal ou que eram originárias dos países visados. Um método de dissimulação que torna mais difícil saber de onde vêm estas campanhas de desinformação”, explica a instituição. 

De acordo com o facebook estas contas e páginas estão ligadas a um próximo de Vladimir Putin: Evguéni Prigojine. Este homem que foi acusado de ter animado a campanha anti-Clinton e a pro-Trump nos Estados Unidos, durante as eleições americanas de 2016.

Segundo os inquéritos de vários órgãos de comunicação russos e ocidentais, Evguéni Prigojine é o patrão do grupo Wagner, uma empresa de segurança que envia mercenários para África e cujo nome está implicado na morte de três jornalistas russos na República Centro Africana.

A imprensa moçambicana avança igualmente que cinco militares do grupo Wagner foram mortos em operações em Cabo Delgado, norte do país, onde colaboram com as Forças de Defesa e Segurança no combate aos insurgentes, que desde há dois anos já fizeram mais de 250 mortos.

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