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Moçambique

Moçambique: novos ataques no centro e norte, polícia reforça presença

10 mortos num ataque armado ocorrido sexta-feira 1/11 em Mbau, proíncia de Cabo Delgado
10 mortos num ataque armado ocorrido sexta-feira 1/11 em Mbau, proíncia de Cabo Delgado RFI

A polícia reforça os seus efectivos nas zonas alvo de ataques no centro e norte do país casos de Manica, Sofala e Cabo Delgado, onde esta sexta-feira pelo menos 10 pessoas foram mortas, a Renamo distancia-se de todos estes ataques mas não a sua dissidente e auto-proclamada Junta Militar.

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O ataque contra um camião registado na última sexta-feira (1/11) e levado a cabo por grupos armados em Mbau, na província de Cabo Delgado, resultou na morte de dez pessoas, depois de no passado domingo (27/10) ter sido atacado na mesma localidade uma viatura com militares a bordo, que causou a morte de quatro dentre eles.

A polícia está preocupada com a situação e garante o porta-voz do Comando Geral da Polícia, Orlando Modumane, que as autoridades estão a reforçar a sua presença também na região centro alvo, nos últimos dias, de ataques a civis e à polícia.

"Nas regiões onde têm ocorrido ataques, quer no norte da província de Cabo Delgado, quer no centro do país, concretamente nas províncias de Sofala e Manica, várias unidades das Forças de Defesa e Segurança foram destacadas para essas regiões, no sentido de reforçarem as linhas operativas que lá estão a trabalhar e tantos outros criminosos, que infelizmente têm protagonizado ataques...os ataques recentes que infelizmente já provocaram a morte até então de cinco pessoas, sendo dois agentes da polícia e três civis".

Sobre os ataques armados nas províncias de Manica e Sofala, a polícia atribui a sua autoria à Renamo, que por sua vez se distancia destes actos.

O governo, por sua vez, afirma ter neutralizado vários elementos que têm protagonizado ataques em Mocímboa da Praia, na província nortenha de Cabo Delgado.

Os ataques que começaram em Outubro de 2017 precisamente em Mocímboa da Praia, já causaram mais de 250 mortos e são raramente reivindicados, dois deles foram-no pelo auto-denominado Estado Islâmico e mais recentemente a dissidente e auto-proclamada Junta Militar da Renamo, liderada pelo general Mariano Nhongo também reivindicou ataques no centro do país.

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