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Africa

Renamo quer resultados eleitorais anulados e fala em risco de conflito

Líder da oposição moçambicana, Ossufo Momade, quer que resultados eleitorais sejam considerados nulos
Líder da oposição moçambicana, Ossufo Momade, quer que resultados eleitorais sejam considerados nulos AFP / ADRIEN BARBIER

O líder da Renamo, Ossufo Momade, apelou a que os eleitorais sejam considerados nulos ao acenar com o risco de o país voltar a cair num novo conflito.

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A Renamo não aceita os resultados das eleições gerais de 15 de Outubro e Ossufo Momade, presidente do partido, que é o principal da oposição, deixou um aviso ao conselho constitucional, órgão a quem cabe validar e proclamar ou não os resultados que dão vitória à Frelimo: "estas eleições devem ser nulas".

Ainda em Pemba, onde falava aos membros e simpatizantes, o líder da Renamo considera mesmo que, caso os resultados sejam validados, o país arrisca-se a voltar a um novo conflito.

O líder do principal partido da oposição afirmou ainda que o seu partido não está interessado na guerra, mas garantiu que não irá ceder às provocações,reafirmando que o seu partido distancia-se da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, a quem são atribuídos os últimos ataques nas províncias de manica e Sofala no centro de Moçambique.  

“Aquele grupo que está a disparar no centro de Moçambique não está ligado à Renamo. Nós respeitamos aquilo que assinámos no dia 6 de agosto [o acordo de Paz e Reconciliação assinado em Maputo], diz. 

Versão diferente tem a polícia que tem acusado a Renamo de ser responsável pelos ataques, visto que alguns dos agressores utilizam farda verde, frequentemente associada aos guerrilheiros do partido, sendo que as autoridades não fazem distinção dos grupos dissentes com os que permanecem fiéis à liderança de Ossufo Momade.

Recorde-se que os resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional de Eleições deram conta de uma larga vantagem da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), cujo candidato foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos.

Já no que toca aos resultados para o Parlamento, o mesmo partido alcançou 73,6% dos votos, 184 dos 250 deputados, ou seja mais de dois terços dos assentos da assembleia, que permitem inclusive fazer alterações constitucionais. 

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