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Moçambique/EUA

Moçambique: Filipe Nyusi "apontado para receber 2 milhões de dólares da Prinvinvest"

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, terá recebido pelo menos 1 milhão de dólares da Privinvest
Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, terá recebido pelo menos 1 milhão de dólares da Privinvest THIERRY CHARLIER / AFP

Jean Boustani, negociador da Privinvest é tido como o arquitecto das dívidas ocultas de Moçambique, está a ser julgado em Nova Iorque e depois de ter denunciado que Armando Guebuza e a Frelimo receberam milhões de dólares da Privinvest, afirmou ontem que o Presidente Filipe Nyusi foi apontado para receber 2 milhões de dólares.

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O caso designado "dívida oculta" no valor de 2.2 mil milhões de dólares, contraída à revelia do parlamento entre 2013 e 2014, durante o mandato do Presidente Armando Guebuza, está a ser julgado em Nova Iorque.

As sucursais britânicas dos bancos Crédit Suisse e VTB russo, estão na origem destes empréstimos - dos quais centenas de milhões foram desviados em subornos - contraídos alegadamente para projectos de protecção costeira e pesca de atum, com a Privinvest como principal parceira de Moçambique.

O réu, o cidadão franco-libanês Jean Boustani, negociador da Privinvest está a ser julgado nos Estados Unidos, que o acusam de ter defraudado companhias norte-americanas, que investiram nas empresa Ematum e ProÍndicos, duas das três empresas que com a MAM Assetement, estão na origem desta dívida, que levou Moçambique ao "default" e ao corte das doações internacionais para o Orçamento Geral do Estado a partir de 2016, quando o escândalo foi revelado.

Borges Nhamire, investigador no Centro de Integridade Pública - CIP - segue em Nova Iorque o julgamento de Jean Boustani, que termina esta sexta-feira (22/11), confirma que ontem, quarta-feira (21/11) "o réu afirmou que Filipe Nyusi é o "new, man ou new guy" e recebeu em 2014 dois milhões de dólares da Prinvinvest, para financiar a sua campanha eleitoral, dos quais o FBI conseguiu traçar um milhão, pago através de uma factura para a empresa Sunflower, com sede em Abu Dabi".

De recordar que Filipe Nyusi venceu as eleições presidenciais de 2014 e substituiu Armando Guebuza, Presidente de Moça.

Jean Boustani revelou ainda que entre outros nomes já designados, Jean Boustani citou ainda o ex ministro da indústria e comércio Armando Inroga, bem como Isaltina Lucas, que na época da contracção das dívidas era directora nacional do Tesouro, parte da soma foi paga à empresa gerida pelo seu irmão gestor da Maputo Development Company.

De recordar que o Presidente Filipe Nyusi era ministro da defesa de Armando Guebuza, que tinha como ministro das finanças Manuel Chang, detido na África do Sul desde 29 de Dezembro de 2018, devido a um mandado de captura emitido pelos Estados Unidos.

Já em Moçambique decorre um processo paralelo, ligado também às dívidas ocultas, com cerca de 20 pessoas em prisão provisória entre as quais o filho do ex-Presidente Armando Ndambi Guebuza e ex altos dirigentes dos serviços secretos moçambicanos - SISE.

Face às declarações de Jean boustani, o MDM, segunda força política da oposição em Moçambique, exige que nas próximas 72 horas o Presidente Filipe Nyusi se demita e que o Conselho Constitucional declare nulas as eleições gerais de 15 de Outubro.

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