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Moçambique: França apoia reabilitação da Reserva de Chimanimani, em Manica

Monte Binga, Reserva Nacional de Chimanimani, província de Manica, Moçambique.
Monte Binga, Reserva Nacional de Chimanimani, província de Manica, Moçambique. © Wikipédia DR

A França vai apoiar ainda este ano com quatro milhões de euros a reabilitação da reserva nacional de Chimanimani, no distrito de Sussundenga, na província de Manica, no centro de Moçambique, junto à fronteira com o Zimbabué.

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A França vai apoiar Moçambique a restituir a vida à reserva nacional de Chimanimani, uma das áreas de conservação de maior riqueza florística, com ecosistemas e espécies únicas, situada no distrito de Sussundenga, na província de Manica, no centro do país, com o apoio financeiro do governo francês, explica o Director-geral da Administração Nacional de Áreas de Conservação, Mateus Mutemba.

Esta reserva perto do Zimbabué, foi criada em 2003 e abriga o Monte Binga que é o mais alto de Moçambique com cerca de 2454 metros e tem uma vasta diversidade com um ecosistema praticamente intacto e rico em biodiversidade, tanto fauna como flora, especialmente nas zonas montanhosas, onde se podem também encontrar artefactos arqueológicos, como pinturas rupestres, grutas e cascatas.

O chefe da diplomacia francesa Jean-Yves Le Drian, efectuou uma visita de trabalho de dois dias a Maputo entre 21 e 22 de Fevereiro últimos, destinada a reforçar a cooperação entre os dois países e afirmou que apesar do tema da segurança dominar os encontros, as questões ambientais, de biodiversidade e protecção das áreas marinhas, também estavam na agenda, dada a proximidade entre os dois países, que partilham as águas do Canal de Moçambique, devido à Ilha da Reunião e outros ilhéus franceses não habitados, o que torna frequente a presença da marinha francesa na região. 

"...prevê-se um investimento de quatro milhões de euros, nas diferentes componentes do programa que esperamos iniciar este ano, que visa não só o desenvolvimento da reserva nacional,  tornar a sua gestão mais eficaz por um lado e por outro lado também alavancar o potencial de desenvolvimento de turismo, tanto cultural como turismo relacionado à vida selvagem e uma das áreas em que julgamos que vai haver mais diálogo rumo a acções mais concretas, estão ligadas à protecção das áreas de conservação marinha, isso foi expresso tanto do nosso lado, como também do lado no ministro dos negócios estrangeiros da França".

Director-geral da Administração Nacional de Áreas de Conservação, Mateus Mutemba.

 

Desde 2002, a França desembolsou 20 milhões de euros para programas de protecção da biodiversidade em Moçambique.
 

 

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