Acesso ao principal conteúdo
#coronavírus

Covid-19: Moçambique alerta contra especulação e corrida aos alimentos

Feira em Maputo. 28 de Março de 2018.
Feira em Maputo. 28 de Março de 2018. AFP - MAURO VOMBE

O governo moçambicano avisou que especulação de preços ou açambarcamento de produtos alimentares e farmacêuticos pode dar prisão. São sete o número de casos de infecções com o novo tipo de coronavírus no país.

Publicidade

O governo moçambicano alertou contra a especulação de preços e corrida aos alimentos e medicamentos.  O executivo avisou que prevê penas de até dois anos de prisão para os comerciantes que promovam a especulação de preços bem como para os consumidores que estejam a açambarcar os produtos alimentares e farmacêuticos no mercado nacional. A advertência é da inspectora nacional das actividades económicas, Rita Freitas, que promete fazer cumprir a lei do comércio. O aviso está dado, assim como as garantias de que o mercado está abastecido com produtos alimentares para os próximos dois meses.

Por outro lado, o Inspector-Geral da Saúde, Martinho Dgedge, disse, em conferência de imprensa, que se constatou especulação de preços em farmácias, nomeadamente ao nível do "álcool, máscaras, luvas e alguns medicamentos" e que já se verifica a falta desses produtos nas farmácias.

Correspondência de Moçambique

Sete casos em Moçambique

O número de infecções pelo novo coronavírus registadas em Moçambique é de sete e as autoridades pedem o reforço das medidas de prevenção. O anúncio foi feito, esta sexta-feira, pelo ministério da Saúde.

"Nas últimas 24 horas, foram testados 41 casos e todos foram negativos. Portanto, continuamos com um registo de sete casos, dos quais seis são importados e um é de transmissão local", declarou Rosa Marlene, directora de Saúde Pública, no balanço do Ministério da Saúde, em Maputo.

Os dois novos casos de Covid-19 em Moçambique dizem respeito a dois homens de mais de 40 anos, um estrangeiro e outro moçambicano, que estiveram fora do país e regressaram na primeira quinzena de Março.

"Este novos casos apresentam sintomas ligeiros e estão sob quarentena domiciliar", afirmou, esta sexta-feira,  Rosa Marlene, directora nacional de Saúde Pública, durante a conferência de imprensa no ministério da Saúde, em Maputo.

As sete pessoas que contraíram a infecção tiveram contacto com um total de 96 pessoas, que também estão de quarentena domiciliar e a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.

A directora de Saúde também anunciou que o ministério da Saúde recebeu 20 mil testes, 100 mil máscaras e 100 "kits" de protecção individual para os profissionais de saúde, material doado por organizações não-governamentais.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.