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Moçambique

Associação moçambicana Progresso recebeu Prémio UNESCO de Alfabetização

Elisa Arão Mukavele, Coordenadora-Geral da Associação Progresso, e Laurindo Nhacune, Director Nacional da Alfabetização e Educação para Adultos de Moçambique.
Elisa Arão Mukavele, Coordenadora-Geral da Associação Progresso, e Laurindo Nhacune, Director Nacional da Alfabetização e Educação para Adultos de Moçambique.

A Associação Progresso recebeu esta terça-feira, em Paris, o Prémio UNESCO de Alfabetização. A ONG moçambicana foi uma das cinco organizações mundiais distinguidas com o prémio de 20.000 dólares (18.300 euros) neste Dia Internacional da Alfabetização.

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A Associação Progresso recebeu hoje, pela segunda vez, um prémio internacional de alfabetização da UNESCO, depois de ter sido distinguida também em 2005. O prémio de 20.000 dólares (18.300 euros) vai ser utilizado para investir na produção de material escolar em línguas locais.

Para a coordenadora-geral da associação, Elisa Arão Mucavele, presente na entrega do galardão, o prémio constituiu uma motivação e um reconhecimento: “Para além da importância para a associação, é uma responsabilidade porque se recebemos este prémio é pelo trabalho que estamos a fazer. O facto de termos recebido o prémio é mais um ‘input’ de que temos de continuar a dar o nosso melhor em prol das comunidades com as quais nós trabalhamos.”

Elisa Arão Mucavele explicou em que consiste o programa “Ensinar a Ler para Aprender”, elogiado pela UNESCO : “Eu ensino a ler uma frase. Para as crianças, a gente ensina assim: “A Lila pula”. Mas para uma mãe ensino: “A criança tem o direito de ser registada”. Estou a ensinar a ler a frase mas ao mesmo tempo estou a passar a mensagem de que tem que registar a criança".

Também presente na cerimónia esteve Laurindo Nhacune, diretor nacional de Alfabetização e Educação para Adultos, ligado ao Ministério da Educação de Moçambique. O responsável relembrou que a Associação Progresso actua nas províncias de Cabo Delgado e do Niassa, no norte do país, e que o ministério da Educação poderá “estudar formas de poder generalizar esta boa prática ao longo de todo o país”.

Um dos grandes desafios que o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano tem neste momento é ver até que ponto esta boa prática de alfabetização em línguas moçambicanas pode ser alargada às outras províncias(…) Eu acredito que as outras organizações com as quais nós trabalhamos vão seguir o exemplo da Progresso”, declarou.

 

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