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Moçambique

900 mil moçambicanos ameaçados de insuficiência nutricional aguda

oxfam.org

Moçambique está a enfrentar a pior estiagem dos últimos 20 anos, após dois anos consecutivos de seca  que colocaram 900 mil pessoas em situação de risco de insegurança nutricional aguda, sobretudo no Sul do país, com destaque para as províncias de Gaza e Inhambane onde 137 mil pessoas estão afectadas.

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A falta de chuvas, associada ao fenómeno El Niño/Oscilação Sul estão na origem da seca que assola as províncias de Gaza e Inhambane mas também Sofala, Niassa e Manica, onde projectos multifuncionais estão a ser implementados para suprir as necessidades das populações.

O Instituto de Meteorologia prevê escassez de chuvas nas zonas centro e norte de Moçambique até Março de 2016 e um ligeiro excesso de precipitações na região norte em Janeiro, Fevereiro e Março, pelo que a Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos apela as populações a observarem medidas de racionamento.

O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar - SETSAN - fez uma primeira avaliação em Maio e uma segunda em Novembro, tendo constatado que "há um acréscimo do número de pessoas afectadas pela seca", mas "o trabalho vai continuar por mais 15 dias com  o INGC e os sectores da agricultura e da saúde, para saber quantas pessoas têm que ser assistidas e por quanto tempo, porque se trata de insegurança nutricional aguda" afirma  Marta Manjate do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades - INGC.

Só depois deste trabalho será decidido se será decretado o alerta vermelho, mas esta estiagem está a ser comparada à dos anos 1996/97 considerada como seca severa.

Marta Manjate afirma que "os distritos mais afectados desenvolvem já acções, como o abastecimento de água aos locais necessitados, está-se a prestar assistência alimentar através do Programa Mundial para a Alimentação, numa modalidade comida pelo trabalho, há outro programa também de assistência social básica, em que as pessoas com alguma capacidade fazem trabalhos públicos num período de mais ou menos três meses e têm uma remuneração...a realização de feiras agrícolas onde há troca de produtos...outra estratégia é recorrer a frutos silvestres".

Esta responsável do INGC considera no entanto que "os distritos têm tido capacidade de responder, mas se a situação de seca continuar, vai haver necessidade duma assistência acentuada para as pessoas".

 

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