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Moçambique

Moçambique: secretário-geral da Renamo baleado

Afonso Dhlakama, em campanha para as eleições de Outubro 2014
Afonso Dhlakama, em campanha para as eleições de Outubro 2014 Gianluigi Guercia/AFP

 Manuel Bissopo, secretário-geral da Renamo, principal força da oposição em Moçambique foi baleado na tarde desta quarta-feira na cidade da Beira, onde está hospitalizado em estado grave, o seu guarda-costas foi morto, "consta" que pelas Forças de Defesa e Segurança, afirmou à RFI o porta-voz da Renamo.

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O Secretário-Geral da Renamo, Manuel Bissopo foi baleado no princípio da tarde desta quarta-feira (20/01) no bairro da Munhava, bastião da oposiçao, na cidade da Beira, Centro de Moçambique, após uma conferência de imprensa e está em estado grave.

Informação confirmada via telefone à RFI pelo porta-voz do partido António Muchanga que afirma "ele foi baleado, não morreu, mas morreu o guarda-costas dele...ele foi ferido gravemente e está sob cuidados intensivos de saúde numa das clínicas da cidade da Beira".

António Muchanga afirma ainda "consta que terá sido baleado pelas Forças de Defesa e Segurança que o perseguiam no local onde ele fez a conferência de imprensa...ele foi atingido por 3 balas".

Segundo o porta-voz da Renamo "na conferência de imprensa ele denunciava atrocidades [cometidas] contra os nossos membros em Nhamatanda, temos membros que foram sequestrados na localidade de Lamego e que depois foram encontrados sem vida".

Ivone Soares, líder da bancada parlamentar da Renamo acusou o governo da Frelimo de "terrorismo de Estado", aludindo aos ataques conhtra a comitiva de Afonso Dhlakama.

Contactado pela agência portuguesa Lusa, o porta-voz do comando provincial da Polícia de Sofala, Daniel Macuácua, não confirma o baleamento de Manuel Bissopo, mas admite a ocorrência de um tiroteio no bairro da Munhava, na cidade da Beira, embora afirmando desconhecer a identidade das vítimas.   

De salientar que ontem em Maputo, a sede da Renamo foi cercada pelas forças da ordem, no que oficialmente foi descrito como um acto de pura rotina.

Já em finais de Dezembro esta mesma sede foi igualmente cercada por um forte aparato policial e militar, para impedir uma alegada manifestação considerada ilegal pelas autoridades.

Afonso Dhlakama, líder da Renamo que está "em parte incerta" desde 9 de Outubro quando foi atacada a sua residência na Beira, ameaça tomar o poder a partir de Março nas seis províncias do Norte e Centro de Moçambique onde o partido reivindica ter ganho as eleições legislativas e provinciais de 15 de Outubro 2014, que a Renamo considerou eivadas de fraude massiça e cujos resultados recusa aceitar.

 

 

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