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Moçambique

As dívidas secretas de Moçambique

Parlamento moçambicano
Parlamento moçambicano DR

A procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, garantiu esta quinta-feira que a instituição que dirige vai agir com celeridade possível na averiguação de eventuais ilícitos criminais no caso dos empréstimos que o Governo moçambicano contraiu secretamente.

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O problema da dívida pública moçambicana é complexo, admitiu a Procuradora Geral da República, durante o informe anual sobre a situação da justiça no país, apresentado no parlamento. Beatriz Buchili revelou que trabalho está a ser feito junto dos bancos europeus que concederam o crédito, de muitos milhares de dólares a Proindicus e a MAM SA, empresas privadas com vários interesses públicos e lideradas por figuras ligadas ao partido no poder.

"Estão em curso várias acções, incluíndo a activação dos mecanismos de activação de cooperação internacional com vista à obtenção de informação em poder dos bancos, dos fornecedores e outros".

Entretanto esta semana,  o jornal moçambicano “A Verdade” cita um memorando confidencial do banco Crédit Suisse, tornado público pelo site de notícias ZITAMAR. O documento avança que as empresas Proindicus e Mozambique Management Asset –MAM- contraíram dívidas no valor de 1,1 mil milhões de dólares quando as actividades das mesmas estavam avaliadas em apenas 372 milhões de dólares americanos.

O jornal acrescenta que este empréstimo, garantido pelo ministério das Finanças, procurava fundos para a construção de um sistema de monitoria e proteção de toda a costa. Sistema esse que quando estivesse em funcionamento iria permitir, no espaço de cinco anos, “um retorno de 700 milhões de dólares o suficiente para garantir as dívidas do projecto e gerar receitas adicionais”. 

Ainda segundo o documento Moçambique teria assinado um contrato com uma empresa, sediada em Abu Dhabi, uma das maiores construtoras mundiais de embarcações navais, sistemas, submarinos e iates (…) que iria fornecer uma solução de chave na mão pelo valor de 372 milhões de dólares americanos.

Segundo o jornal "A Verdade", o documento do banco Credit Suisse, datado de 2013, "torna evidente que da mesma forma que o objectivo da criação da Ematum não foi somente a pesca, o motivo da criação das empresas Proindicus e MAM não é só segurança marítima da costa moçambicana, como veio afirmar o governo de Filipe Jacinto Nyusi”.

 

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