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Portugal/Moçambique

Portugal: em 2017 já arderam 170 mil hectares de floresta

Portugal em 2017 já arderam 170 mil hectares de florestas
Portugal em 2017 já arderam 170 mil hectares de florestas

 Em Portugal este ano arderam até agora 170 mil hectares de floresta, 65 pessoas foram detidas e 2017 poderá bater o recorde na destruição de florestas.

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Em Portugal este ano arderam até agora 170 mil hectares de floresta em mais de 10 mil fogos, sobretudo no centro e norte do país, 65 pessoas foram detidas, entre as quais duas esta sexta-feira (18/02) em Valpaços uma senhora e em Vila Real um pastor.

O maior incêndio ocorreu a 22 de Julho em Pedrogão Grande, na região de Leiria, centro do país, onde arderam 60 mil hectares de florestas e 65 pessoas morreram.

O Sistema Europeu de Informação de Incêndios está a monitorizar o avanço das chamas no país, onde foi declarado "estado de calamidade pública" e Portugal accionou ainda o Mecanismo Europeu de Protecção, esperando também apoios de outros países, enquanto mais de 1.600 operacionais apoiados por 472 veículos combatem os fogos.

João Branco presidente da ong ambientalista portuguesa Quercus afirma que as "verbas disponíveis até agora para replantação, internas e da União Europeia, não chegam nem para plantar 10% de tudo o que ardeu".

Segundo este ambientalista "98% dos incêncios são de origem humana, criminosa ou por negligência"e aponta o dedo à "falta de ordenamento das florestas, não limpeza das matas e expansão descontrolada de plantações de eucaliptos" - um milhão de hectares - utilizados sobretudo para a indústria de celulose, árvore extremamente inflamável e que dizima os solos.

Em 2003 arderam 400 mil hectares de florestas, mas alguns dizem que 2017 poderá bater o recorde macabro de florestas queimadas.

Portucel planta 400 mil hectares de eucaliptos em Moçambique

Para João Branco, os empresários que plantam eucaplitos, criticados em Portugal, estão a "destruir o quintal dos outros...estando prevista a arborização em Moçambique, para futura produção de celulose e papel de 400 mil hectares de eucaliptos", nomeadamente pela Portucel, nas províncias da Zambézia e Manica, retirando terras de pasto e de cultivo às populações locais, que protestam.

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