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Moçambique

Moçambique: workshop sobre tuberculose no sector mineiro

Tuberculose é a segunda causa de morte em Moçambique a seguir ao HIV Sida
Tuberculose é a segunda causa de morte em Moçambique a seguir ao HIV Sida Niaid

Representantes de oito paises da África Austral reunidos em Maputo num workshop sobre a tuberculose no sector mineiro, seminário organizado pela Associação Moçambicana de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo - ADPP.

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A tuberculose pulmonar é um grave problema de saúde pública em Moçambique, onde anualmente causa a morte de 35 mil pessoas, das quais metade são crianças e a taxa de prevalência é de 553 casos por cada 100.000 habitantes, mas segundo a OMS a taxa de detecção é de apenas 50%.

Em 2016 registaram-se 73 mil casos de tuberculose, entre os quais 9 mil em crianças e metade dos tuberculosos sofrem também de HIV SIDA.

Cerca de 25 mil mineiros moçambicanos trabalham nas minas de ouro na África do Sul, onde são expostos à sílica ou silicose que provoca a tuberculose, e mais de mil mineiros trabalham na exploração de carvão em Moatize.

Representantes de oito paises da Africa Austral estão reunidos em Maputo entre hoje e amanhã (29 e 30/08) num workshop sobre a tuberculose no sector mineiro, seminário organizado pela Associação Moçambicana de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo - ADPP que pretendre rastrear 35 mil mineiros moçambicanos, ex-mineiros, suas famílias e comunidades geograficamente próximas das suas residências.

Birgit Holm, directora executiva da ADPP-Moçambique refere que o objectivo  deste encontro é rastrear 314 mil mineiros nos 10 países da África Austral que participam neste projecto, que tem financiamento de 6 milhões de dólares do Fundo Global e no qual a ADPP-Moçambique apenas actua em dois distritos da província de Gaza, que é aliás a província de onde são originários a maioria de mineiros que partem para a África do Sul.

Presentes em Maputo estão representantes sanitários de Moçambique, Botswana, Malawi, Tanzânia, Suazilândia, Zâmbia, Namíbia e Lesotho são representados pela ADPP enquanto a organização ARD trabalha na ífrica do Sul e Zimbabué.

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