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Semana sangrenta em Moçambique

Áudio 08:38
Mahumudo Amurane, Edil de Nampula, assassinado a 4 de Outubro de 2017.
Mahumudo Amurane, Edil de Nampula, assassinado a 4 de Outubro de 2017. DR

Em Moçambique a semana ficou marcada pela violência. Um ataque perpetrado por um grupo de homens armados que tentou tomar de assalto o comando distrital da polícia, em Mocimboa da Praia, resultou em 16 mortos.Outra página negra escreveu-se em Nampula. No dia em que o país assinalava os 25 anos da assinatura do acordo geral de paz, o presidente do Conselho Municipal, Mahamudo Amurane, foi assassinado por três indivíduos. As reacções ao assassínio foram manifestadas por vários partidos políticos, mas na cidade de Nampula foram mais violentas com populares a amotinarem-se nas ruas para exigir justiça.Na Guiné-Bissau, seis pessoas desapareceram depois de a piroga onde seguiam ter naufragado quando fazia a ligação entre as ilhas de Bubaque e Canhabaque, no sul do país, o mau tempo esteve na origem do acidente.Ainda no país, instalou-se um braço de ferro entre o governo e os funcionários públicos. O executivo diz que há funcionários que estão na função pública sem que tenham respeitado os critérios exigidos por lei no momento da sua admissão. As declarações foram feitas numa altura em que milhares de funcionários não receberam os salários do mês de Setembro.Melhores notícias chegaram para a Radio e Televisão Portuguesa na Guiné-Bissau que tem o sinal cortado desde o dia 1 de Julho. De regresso ao país, depois de uma estada em Portugal, o primeiro-ministro, Umaro Embaló, afirmou estar para breve a retoma dos sinais mas tudo terá que ser na base do respeito para com as autoridades guineenses.Em Cabo Verde, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, anunciou, esta semana, um plano de emergência de salvamento de gado e de mitigação da seca, num montante de sete milhões de euros, mais 700 mil contos, face ao “mau ano agrícola” em perspectiva.Outro assunto que marcou a actualidade no arquipélago foi a polémica à volta dos erros nos manuais escolares. A polémica levou o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, a anunciar a substituição dos manuais escolares de matemática, no mesmo dia em que foi aceite a demissão da Diretora Nacional da Educação.São Tomé e Príncipe está desde esta semana ligado a um segundo cabo submarino, este com ligação à África do Sul. O arquipélago equatorial passa a ser um dos mais conectados do continente.O Fundo Monetário Internacional avisou que "as receitas internas de São Tomé e Príncipe continuam a diminuir, o apoio orçamental externo está em queda e o nível da dívida mantém-se elevado".Num comunicado distribuído após uma visita técnica ao país, o FMI alerta que o orçamento para 2018 deve visar uma maior consolidação financeira, de forma a garantir a "existência de recursos adequados para financiar os sectores prioritários designadamente a saúde e educação".

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