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MOÇAMBIQUE

Moçambique debate papel do homem em África

Júlio Langa na RFI a 26 de Janeiro de 2018.
Júlio Langa na RFI a 26 de Janeiro de 2018. RFI/Miguel Martins

Maputo acolhe entre 23 e 27 deste mês o segundo fórum africano MenEngage. Uma organização conjunta da rede HOPEM e da Universidade Eduardo Mondlane visando debater o papel do homem na sociedade. MenEngage pretende lutar contra os estereótipos veiculados em torno da imagem do homem na sociedade.  

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Melhor distribuição das tarefas no casal, luta contra a violência conjugal, mas também contra a homofobia são temáticas sobre as quais versam o evento.

Pretende-se desconstruir as imagens ligadas à masculinidade que a associam, frequentemente, à insensibilidade, à violência doméstica, ao consumo de álcool, à promiscuidade, à negligência médica.

O evento já passou por cidades como Rio de Janeiro e Nova Delhi, a sua versão regional africana teve já uma primeira edição na África do Sul.

A rede MenEngage África de que faz parte a HOPEM, Rede Homens pela Mudança, reúne mais de 20 países, fundamentalmente anglófonos.

Moçambique, até ao momento, é o único país lusófono a integrar esta aliança, um movimento que visa espalhar-se por demais Estados de línguas portuguesa e francesa.

Com este evento a decorrer no campus da Universiade Eduardo Mondlane pretende-se fazer um diagnóstico dos desafios por resolver, mas também dos progressos registados.

Moçambique que na África austral tem alguma abertura em relação a países limítrofes, como o Zimbabué nestas questões, mas sem comparação com a África do Sul que legalizou, mesmo, a abertura do casamento a casais do mesmo sexo.

Porém os desafios são muitos: a organização Lambda, da sociedade civil moçambicana, actua na área do apoio às minorias sexuais, até ao momento não se conseguiu legalizar.

Júlio Langa, coordenador nacional da HOPEM, Rede Homens pela Mudança, em Moçambique, apelava a que os demais países lusófonos em África se implicassem nestas temáticas e participassem no simpósio de Maputo.

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