Acesso ao principal conteúdo
Moçambique

Manuel de Araújo troca MDM pela Renamo

Manuel de Araújo, cabeça de lista da Renamo em Quelimane
Manuel de Araújo, cabeça de lista da Renamo em Quelimane Cortesia do Facebook de Manuel de Araújo

Manuel de Araújo entra em colisão com o MDM e apresenta-se como cabeça de lista pela Renamo em Quelimane. Em entrevista à RFI, o político admite que enquanto se mantiver a direcção de Daiviz Simango não há pontos de convergência.

Publicidade

Manuel de Araújo confirmou hoje à RFI que é o cabeça de lista da Renamo em Quelimane. “Aceitei a candidatura para membro da Assembleia Municipal pela Renamo, portanto não faria sentido nenhum continuar a militar num outro partido”, disse.

O político admite que enquanto se mantiver a direcção de Daiviz Simango não há pontos de convergência.

“Enquanto esta direcção estiver não há pontos de convergência nem a curto, nem a médio, nem muito menos a longo prazo”, salientou.

O candidato reconhece que não tem problemas com os membros do partido, porém os pontos de divergência com o actual líder do MDM, Daiviz Simango, foram determinantes.

“Saio em colisão com a visão estratégica da direcção do partido. Não tenho problemas com os membros, foram os membros que propuseram para que Manuel de Araújo fosse a cabeça de lista do Movimento Democrático de Moçambique”, refere.

Manuel de Araújo confirma ainda divergências na “gestão do conflito que levou à morte de Mahumudo Amurane “ e no caso do apoio para o candidato da Renamo para Nampula recorda que também “houve uma divergência na estratégia e na táctica a seguir.

“Quando os desencontros começam a ser a norma, então acho que não vale a pena continuar no mesmo barco, porque está claro que temos visões diferentes da realidade”, explicou.

Manuel de Araújo é o segundo membro a abandonar o MDM. Esta terça-feira, Venâncio Mondlane foi apresentado à comunicação social pelo secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, como membro do principal partido da oposição.

A menos de três meses das eleições autárquicas em Moçambique, marcadas para 10 de Outubro, estas dissidências podem representar um golpe para a terceira força política no país.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.