Acesso ao principal conteúdo
Moçambique

Dívidas ocultas: advogado desconhece mandado sobre Guebuza

Armando Guebuza, ex-presidente de Moçambique
Armando Guebuza, ex-presidente de Moçambique www.frelimo.org.mz

O advogado do ex-presidente de Moçambique diz desconhecer um eventual mandado internacional sobre o seu constituinte, no âmbito da investigação sobre as chamadas dívidas ocultas.

Publicidade

Alexandre Chivale, questionado pela agência Lusa, afirma não ter visto o eventual mandado contra O expresidente Guebuza.

Que eu tenha conhecimento, não. Também ouvi. Para saber se (a notícia) tem ou não fundamento era preciso ver esse mandado, e tanto quanto sei, não vi, e, portanto, só se visse é que teria alguma palavra a dizer”, referiu o advogado do antigo presidente moçambicano.

Oiça aqui as declarações do Advogado Alexandre Chivale à Agência Lusa

Recorde-se que a possibilidade de haver um mandado de captura internacional contra o antigo presidente de Moçambique, Armando Guebuza, tem sido, com insistência, veiculada nas redes sociais moçambicanas, mas não foi ainda confirmada a nível oficial.

5 detidos no âmbito do caso dívidas ocultas

O empresário franco-libanês, Jean Boustani, foi, entretanto, a quinta pessoa a ser detida na noite de quinta-feira, no aeroporto John Kennedy, em Nova Iorque.

Boustani tem ligações a uma empresa de Abu Dhabi, que fazia trabalhos para empresas moçambicanas.

A detenção do franco-libanês acontece cinco dias depois de o ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, ter sido detido na África do Sul no âmbito do mesmo caso criminal.

Três funcionários do Credit Suisse Group foram também detidos, em Londres, quinta-feira.

São eles, Andrew Pearse, de 49 anos, Surjan Singh, de 44 anos, e Detelina Subeva, de 37 anos.

São acusados de participação num esquema de fraude envolvendo dois mil milhões de dólares em empréstimos a empresas controladas pelo Estado moçambicano.

Os empréstimos em questão foram contraídos, em 2013 e 2014, junto da Ematum, ProIndicus e Mozambique Asset Management. Além do Credit Suisse, esteve ainda envolvido no processo o banco russo VTB.

Moçambique em default

De referir que Moçambique se encontra em situação de default.

O país não está a pagar aos credores os juros resultantes destas dívidas ocultas, contraídas com garantias do Estado, mas sem o conhecimento do Parlamento e dos parceiros internacionais.

O governo moçambicano diz não estar em condições de pagar os empréstimos em questão, e considera ser necessário uma avaliação realista da capacidade de pagamento do Estado moçambicano.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.