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Moçambique

Moçambique: Tomás Salomão pede justiça no caso Manuel Chang

Tomáz Salomão, antigo ministro das finanças de Moçambique e Secretário Executivo da SADC.
Tomáz Salomão, antigo ministro das finanças de Moçambique e Secretário Executivo da SADC. Liliana Henriques/RFI

Tomás Salomão defende que justiça tem que ser feita, no caso Manuel Chang, e que os bens delapidados devem ser devolvidos.

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O antigo ministro das finanças de Moçambique e Secretário Executivo da SADC quebra o silêncio sobre a decisão da justiça norte-americana que culminou com a detenção de Manuel Chang, na África do Sul acusado de fraude financeira e lavagem de dinheiro.

Manuel Chang é detido na África do Sul. Eu não estou preocupado com o facto de onde ele vai ser julgado. Não me preocupa isso. Ele vai ser julgado, quer seja em Moçambique, quer seja na África do Sul, quer seja nos Estados Unidos, quer seja em Haia, ele vai ser julgado em algum sítio, e é bom que seja julgado. Para que isto sirva de exemplo e de referência para que coisas destas não se repitam”, afirmou Tomás Salomão.

Em entrevista a rádio pública moçambicana, Tomás Salomão defendeu que a justiça deve agir.

Para além de julgar […] garantir que estes bens sejam recuperados e amanhã, eventualmente, vamos discutir se sim ou não, Moçambique tem alguma coisa a pagar ou não. Se calhar chegamos à conclusão de que nós não temos nenhum dívida a pagar, não temos nada a pagar. Nós como país, nós como cidadão deste país, isto é o que eu penso, é a minha opinião pessoal, e que a justiça seja feita”, concluiu Tomás Salomão.

Manuel Chang, ministro moçambicano das finanças entre 2005 e 2015 e actual deputado da assembleia da República foi detido no passado dia 29 de Dezembro na vizinha África do Sul com base num mandado de captura internacional emitido pela Justiça norte-americana e enfrenta agora um pedido de extradição para julgamento nos Estados Unidos.

Chang é implicado na contracção da dívida pública do país de dois mil milhões de dólares norte-americanos, avalizada pelo estado, mas sem o conhecimento do Parlamento a favor das empresas MAM, PROINDICUS e EMATUM.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

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