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Moçambique

Renamo reafirma compromisso pela paz mas deixa advertências

Ossufo Momade, novo presidente da Renamo.
Ossufo Momade, novo presidente da Renamo. Lusa

Ossufo Momade, eleito na madrugada de ontem novo presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), durante o sexto congresso do partido na Gorongosa, esboçou como prioridades do movimento a sua coesão e o "compromisso pela paz" perante os novos desafios que se apresentam, o primeiro de entre eles, as eleições gerais de 15 de Outubro.

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"Quem quer a guerra é o nosso adversário. Nós evitamos isso. Nessas últimas eleições autárquicas, a Frelimo queria que nós fôssemos à guerra e nós evitamos porque esse não é o nosso programa. Estamos perante o memorando de entendimento e o nosso compromisso é a paz" declarou Momade que viu ontem confirmada a sua liderança, após oito meses na chefia interina do partido na sequência da morte do líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama.

Ao mesmo tempo que vincou o seu compromisso com a paz, Ossufo Momade também indicou que vai continuar a residir na Serra da Gorongosa enquanto ainda decorrerem as negociações para a "paz efectiva".

Sinal de que a confiança não regressou totalmente, também ontem no final do congresso, a ala militar da Renamo teceu advertências ao governo da Frelimo, condicionando a entrega efectiva das armas ao cumprimento dos acordos concluídos entre o seu líder histórico e o presidente da República.

"Se a Frelimo quer a paz, que aceitem tudo -e tudo mesmo- o que foi acordado", declarou Josef de Sousa, do Estado-maior dos guerrilheiros da Renamo, antes de tecer advertências sobre a tentação de "enganar" o novo presidente do partido. "As consequências, os problemas não vão acabar" disse o dirigente referindo ainda que "não vão aceitar, antes que se conclua tudo". Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Refira-se que ontem no seu último dia de congresso, a agenda da Renamo previa ainda que fossem eleitos o seu conselho nacional, os membros da comissão política nacional, o seu conselho jurisdicional assim como o novo secretário-geral desta que é principal formação de oposição em Moçambique.

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