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Moçambique

Moçambique prende 5 responsáveis no caso das "dívidas ocultas"

EMATUM - Logótipo da Empresa Moçambicana de Atum
EMATUM - Logótipo da Empresa Moçambicana de Atum EMATUM

A justiça moçambicana anunciou a detenção de cinco pessoas ligadas ao caso "dívidas ocultas", um dia antes do tribunal de joanesburgo ter recusado a liberdade provisória sob fiança ao deputado da Frelimo Manuel Chang.

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Em Moçambique, foram detidos, em Maputo, cinco arguidos no caso das dívidas ocultas, mais de três anos após o início das investigações do maior escândalo financeiro pós independência.

A operação dirigida pela Procuradoria Geral da República de Moçambique, levou à detenção nas últimas 24 horas de Gregório Leão, ex-director geral do Serviço de Informações e Segurança do Estado - SISEda à data do calote de cerca de 1. 7 mil milhões de euros, António do Rosário, braço direito de Gregório Leão, PCA das três empresas EMATUM, MAM e Proindicus e quadro sénior da "secreta moçambicana" responsável pela inteligência económica, Inês Moiane, secretária pessoal do antigo presidente da república Armando Guebuza, quando o Estado avalizou os empréstimos, Teófilo Nhangumele alegado promotor de todo este esquema de corrupção, através da criação das três  empresas e da contracção de financiamentos e de Bruno Tandane, operativo do SISE e tido como amigo próximo do filho mais velho de Armando Guebuza.

Estas são as primeiras detenções feitas pela justiça moçambicana, desde a descoberta de mais de 2 mil milhões de dólares de "dívidas ocultas", contraídas entre 2013 e 2014 durante o mandato presidencial de Armando Guebuza mas à revelia do parlamento e que levaram em 2015 os parceiros de cooperação a suspenderem a sua ajuda financeira ao Orçamento Geral do Estado.

De recordar que em conexão com este caso, está detido na África do Sul desde 29 de Dezembro, o membro da Frelimo e então Ministro das Finanças Manuel Chang, que viu tribunal de Kempton Park em Joanesburgo recusar-lhe nesta sexta-feira (15/02) o pedido de liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança proposta pela sua defesa, que a juíza Sagra Subroyen estimou ser "demasiado baixa em relação ao que parece ser a capacidade financeira do réu, pelo que há possibilidade de fuga para Moçambique, que não aceita extraditar os seus cidadãos...e de falsificação de documentos para fugir".

Á porta do tribunal um grupo de moçambicanos radicados em Joanesburgo exibiam cartazes apelando à não libertação do antigo ministro e deputado da Frelimo Manuel Chang, que inicialmente tinha proposto fixar a sua residência em Malelane, na provícia de Mpumalanga, a 45 kms da fronteira entre a África do Sul e Maputo, o que o Ministério Público recusou.

Manuel Chang que é alvo de dois pedidos de extradição, o primeiro oriundo dos Estados Unidos, que o acusam de crimes financeiros e que levou à seu detenção na África do Sul e um segundo vindo de Moçambique.

No proximo dia 26 de Fevereiro a justiça sul-africana vai debruçar-se precisamente sobre estes dois pedidos de extradição.

Em relação à investigação efectuada nos Estados Unidos a PGR de Moçambique anunciou em Janeiro último que 18 pessoas tinham sido constituídas arguidas no processo relativo às  dívidas ocultas.

A pedido dos Estados Unidos e além de Manuel Chang foram detidos desde o início deste ano, econtrando-se em regime de liberdade provisória em Nova Iorque o cidadão franco-libanês Jean Boustani, intermediário da empresa naval Privinvest que deveria equipar as empresas EMATUM, Proindicus e MAM e que foi introduzido em Moçambique por Teófilo Nhangumele ora detido e em Londres foram detidos também em Janeiro três ex-banqueiros do Crédit Suisse, que aguardam a decisão de extradição para os Estados Unidos.

O outro banco envolvido neste escândalo das dvidas ocultas é o russso VTB.

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