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Moçambique

Dívidas ocultas: filho do antigo PR moçambicano entre os detidos

Ndambi Guebuza esta manhã no Tribunal Judicial de Maputo.
Ndambi Guebuza esta manhã no Tribunal Judicial de Maputo. Lusa

Soube-se este fim-de-semana que Ndambi Guebuza, filho primogénito do antigo chefe de Estado moçambicano Armando Guebuza foi a última das nove personalidades presas no âmbito do chamado caso das "Dívidas ocultas" de 2,2 mil milhões de Dólares contraídas pelo governo moçambicano no período 2013-2014. Detido ao final da tarde da última Sexta-feira em Maputo, Ndambi Guebuza foi ouvido esta Segunda-feira pela justiça que legalizou a sua prisão preventiva.

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Menos de 24 horas depois da sua detenção, este Sábado, o Tribunal Judicial da cidade de Maputo abriu portas para que o juiz de instrução ouvisse cada um dos nove arguidos detidos ao longo das últimas 72 horas. No final, já pela noite dentro, foram conhecidas as medidas de coação.

Na sequência dessas primeiras audiências, ficaram em prisão preventiva Gregório Leão ex-director geral da secreta moçambicana, Bruno Tandane, operativo desse serviço, António do Rosário, ex-administrador das empresas MAM, Proindicus e Ematum, Inês Moiane, antiga secretária particular de Armando Guebuza, Teófilo Nhamgumele, suposto promotor junto de Moçambique da criação das empresas incriminadas, Sérgio Namburete, próximo do ex-presidente e antigo gestor de várias empresas e Sidónio Sitoe, também suposto intermediário nesse caso.
Elias Moiane, sobrinho da secretaria de Armando Guebuza, foi o único dos acusados a obter a liberdade mediante o pagamento de uma caução no valor de 14 mil Euros. Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

As detenções de Ndambi Guebuza e dos restantes co-acusados, as primeiras em mais de 3 anos de investigação por parte das autoridades moçambicanas, coincidem com a detenção em finais de Dezembro do antigo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang, na África do Sul. O antigo governante continua a aguardar na prisão uma decisão da justiça de Joanesburgo sobre a sua eventual extradição para Moçambique ou os Estados Unidos cujo dossier de acusação contém documentos que os levam a crer que a criação da MAM, Proindicus e Ematum terão servido para um esquema de corrupção e branqueamento de capitais, via bancos nos Estados Unidos, no intuito de enriquecer de forma ilícita os suspeitos.

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