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Moçambique

Dia Internacional da Mulher: Violência doméstica preocupa moçambicanas

Maternidade de Murrupelane em Nacala. 5 de Julho de 2018.
Maternidade de Murrupelane em Nacala. 5 de Julho de 2018. GIANLUIGI GUERCIA / AFP

Helena Barreto, representante em França da Organização da Mulher Moçambicana, está preocupada com a violência doméstica em Moçambique. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, Helena Barreto também seleccionou as moçambicanas que considera um exemplo de emancipação.

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A pretexto do Dia Internacional da Mulher, a RFI falou com duas dirigentes associativas lusófonas que vivem em Paris, onde militam pelos direitos das mulheres em Moçambique e São Tomé e Príncipe. Helena Barreto é a representante em França da Organização da Mulher Moçambicana e Inês Pereira é Presidente da associação são-tomense Soleil Brillant.

Helena Barreto está preocupada com a violência doméstica em Moçambique, que vê como um dos principais problemas que afectam as moçambicanas.

Há muita violência doméstica lá, sobretudo nas zonas rurais e mesmo na capital. Violência doméstica, violação, o baixo poder de decisão no contexto familiar, a pobreza e a sida”, enumerou Helena Barreto quando questionada sobre as principais dificuldades da mulher moçambicana, não esquecendo a gravidez precoce.

Helena Barreto, que vai organizar, em Paris, o Dia da Mulher Moçambicana, a 07 de Abril, apontou como exemplos de mulheres de força as moçambicanas Josina Machel, Luísa Diogo, Verónica Macamo, Graça Machel e Lurdes Mutola.

A Josina Machel é o nosso símbolo. É uma das personalidades femininas consideradas como o símbolo da emancipação da mulher moçambicana porque ela lutou na luta de libertação nacional. Nesta época em que estamos, uma delas é a Luísa Diogo porque foi a primeira mulher moçambicana a ter um cargo de primeira-ministra. Temos a Verónica Macamo que é presidente da Assembleia, a Graça Machel e a nossa grande atleta Lurdes Mutola que foi campeã do mundo e campeã olímpica”, apontou.

Helena Barreto e Inês Pereira vão participar na Jornada de Reflexão sobre os Direitos das Mulheres a nível dos Países Lusófonos e da França, em Bagneux, nos arredores de Paris, este sábado. Um evento organizado pela associação Luso-Balnéolaise.

Inês Pereira, Presidente da Associação Soleil Brillant, em Paris, diz que “a sociedade são-tomense é bastante machista” e que “muitas mulheres estão à espera de um empurrãozinho para que saiam do beco”. 

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